“Uma coisa é o parto imaginado e outra o parto real”, diz Cinthya Rachel

"Conseguimos, filho. Não foi como sonhamos, foi como tinha que ser. Obrigada pelo ensinamento", afirmou a personagem Biba do “Castelo Rá-Tim-Bum”. Entenda.

Depois de descobrir que um bebê está a caminho, as mulheres começam a pensar no tipo de parto que trará a criança ao mundo. Dúvidas, expectativas e idealizações surgem durante os 9 meses, mas nem sempre o nascimento acontece da maneira como as mães planejam. A jornalista Cinthya Rachel, que interpretou a personagem Biba, no “Castelo Rá-Tim-Bum”, passou por essa experiência. Ela fez um relato no Instagram para contar como tudo aconteceu e revelou que o seu desejo era dar à luz em casa.

“Filho, sempre quis receber você do jeito mais respeitoso possível, no seu tempo, sem intervenções, com direito a fotinho emocionante da gente se conhecendo, num parto em casa e com textão no insta. Mas uma coisa é o parto imaginado e outra o parto real. Tivemos uma gravidez muito boa, sem nenhum problema de saúde ou susto, você se mexia muito, todo mundo queria colocar a mão na barriga de tanto show que você dava. Eu procurei uma equipe de parto humanizado, fiz yoga, comi coisinhas saudáveis, tudo se encaminhava para o parto natural que eu tanto defendi e defendo“, afirmou a mãe.

Ela disse que o apoio do pai do garotinho foi essencial durante o trabalho de parto. Para amenizar as dores, cada vez mais intensas, Cinthya usou a bola de pilates e recebeu massagens. Assim, o tempo foi passando e, pela manhã, ela estava com 8 centímetros de dilatação. “O médico e duas parteiras estavam aqui em casa monitorando você, que estava excelente, e a mamãe que estava já exausta, mas bem, e decidimos ir para o hospital para esses dois últimos centímetros. Fiquei bem chateada na hora, o parto já não seria em casa e nem natural (sem medicamentos), mas ainda seguíamos com o parto normal“, comentou.

Ao chegar no hospital, a jornalista recebeu analgesia para aliviar os desconfortos. “Seguia tudo perfeito até que seu coração começou a baixar nas contrações e aí já não era uma escolha, não tinha mais a vaidade da foto de você no meu peito recém-nascido e não importava quem ia cortar o cordão. 21:21 do dia 24 de abril, mais de 30 horas depois da primeira contratação, você nasceu, Joaquín, forte, grande, saudável em uma cesárea intraparto. Conseguimos o mínimo de intervenção”, relatou Cinthya. “Não foi como sonhamos, foi como tinha que ser. Obrigada pelo ensinamento“, completou.

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Leia o texto na íntegra:

Filho, sempre quis receber você do jeito mais respeitoso possível, no seu tempo, sem intervenções, com direito a fotinho emocionante da gente se conhecendo, num parto em casa e com textão no insta.

Mas uma coisa é o parto imaginado e outra o parto real. Tivemos uma gravidez muito boa, sem nenhum problema de saúde ou susto, você se mexia muito, todo mundo queria colocar a mão na barriga de tanto show que você dava. Eu procurei uma equipe de parto humanizado, fiz yoga, comi coisinhas saudáveis, tudo se encaminhava para o parto natural que eu tanto defendi e defendo.

No dia 23 de abril uma contração me acordou do cochilo do meio dia, seu pai veio correndo do trabalho, estávamos animados e muuuuito nervosos, rs. Às 6 da tarde depois de uma contração bem forte senti que a bolsa rompeu. Durante todo esse tempo a gente ia falando com a parteira e controlando as contrações que apesar de nunca terem parado não eram muito regulares. Já de madrugada pedimos para a parteira vir e ela nos deu uma boa notícia, já eram quase 5 cm de dilatação, meio caminho andado nessa primeira parte.

As dores começaram a ficar mais intensas e depois da ducha tudo acelerou e eu já não estava mais aqui nesse mundo, só lembro de estar quase que o tempo todo de olhos fechados, muito focada em atravessar as contrações. Lembro que fiquei um tempão sentada na bola de pilates, apoiada na cama, seu pai me trazia água, alguma coisa leve pra comer, me fazia massagem nas costas.

De manhã outra boa notícia, 8 cm de dilatação mas você continuava alto. Eu sentia as contrações nas costas e no útero e uma dor bem específica dentro, como que no meio do meu corpo, depois entendi que era você tentando baixar.

Horas depois e tudo continuava igual, 8 cm, as mesmas dores (agora com maior duração e intensidade) e você no mesmo lugar. O médico e duas parteiras estavam aqui em casa monitorando você, que estava excelente, e a mamãe que estava já exausta mas bem, e decidimos ir para o hospital para esses dois últimos centímetros. Fiquei bem chateada na hora, o parto já não seria em casa e nem natural (sem medicamentos), mas ainda seguíamos com o parto normal.

O caminho até o hospital era curto, 10 minutos, pra mim durou 3 dias, mil contrações e todas as ruas de paralelepípedo do mundo. A última contração foi tão forte que a parteira parou o carro um minuto. Aí teve contração na recepção do hospital, contração no elevador, contração, contração, tomei analgesia apenas para diminuir a dor mas ainda poder empurrar, quando vimos eu já estava com 10 cm de dilatação e você ainda no mesmo lugar.

Seguia tudo perfeito até que seu coração começou a baixar nas contrações e aí já não era uma escolha, não tinha mais a vaidade da foto de você no meu peito recém-nascido e não importava quem ia cortar o cordão. 21:21 do dia 24 de abril, mais de 30 horas depois da primeira contratação, você nasceu, Joaquín, forte, grande, saudável em uma cesárea intraparto. Conseguimos o mínimo de intervenção, não te pingaram colírio, não passaram sonda, não te banharam, seu pai não desgrudou de você enquanto te examinavam. Você mamou já na primeira hora de vida e parece que não parou até agora, rs.

Conseguimos, filho. Não foi como sonhamos, foi como tinha que ser. Obrigada pelo ensinamento.
Joaquín Marano Abrantes – 24/04/2018 às 21:21h – 3.880kg, 52 cm

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Relato de parto Filho, sempre quis receber você do jeito mais respeitoso possível, no seu tempo, sem intervenções, com direito a fotinho emocionante da gente se conhecendo, num parto em casa e com textão no insta. Mas uma coisa é o parto imaginado e outra o parto real. Tivemos uma gravidez muito boa, sem nenhum problema de saúde ou susto, você se mexia muito, todo mundo queria colocar a mão na barriga de tanto show que você dava. Eu procurei uma equipe de parto humanizado, fiz yoga, comi coisinhas saudáveis, tudo se encaminhava para o parto natural que eu tanto defendi e defendo. No dia 23 de abril uma contração me acordou do cochilo do meio dia, seu pai veio correndo do trabalho, estávamos animados e muuuuito nervosos, rs. Às 6 da tarde depois de uma contração bem forte senti que a bolsa rompeu. Durante todo esse tempo a gente ia falando com a parteira e controlando as contrações que apesar de nunca terem parado não eram muito regulares. Já de madrugada pedimos para a parteira vir e ela nos deu uma boa notícia, já eram quase 5 cm de dilatação, meio caminho andado nessa primeira parte. As dores começaram a ficar mais intensas e depois da ducha tudo acelerou e eu já não estava mais aqui nesse mundo, só lembro de estar quase que o tempo todo de olhos fechados, muito focada em atravessar as contrações. Lembro que fiquei um tempão sentada na bola de pilates, apoiada na cama, seu pai me trazia água, alguma coisa leve pra comer, me fazia massagem nas costas. De manhã outra boa notícia, 8 cm de dilatação mas você continuava alto. Eu sentia as contrações nas costas e no útero e uma dor bem específica dentro, como que no meio do meu corpo, depois entendi que era você tentando baixar. Horas depois e tudo continuava igual, 8 cm, as mesmas dores (agora com maior duração e intensidade) e você no mesmo lugar. O médico e duas parteiras estavam aqui em casa monitorando você, que estava excelente, e a mamãe que estava já exausta mas bem, e decidimos ir para o hospital para esses dois últimos centímetros. Fiquei bem chateada na hora, o parto já não seria em casa e nem natural (sem medicamentos), mas ainda seguíamos com o parto normal. (continua nos comentários) #joaquinini

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