Criança também pode ter enxaqueca e pedra no rim

Graças ao enorme número de pequenos obesos, sedentários ou atarefados demais, males típicos de adultos andam cada vez mais comuns entre eles.

Por Regina Célia Pereira (colaboradora) Atualizado em 22 out 2016, 18h55 - Publicado em 18 Maio 2015, 11h24

Se a cabeça dói pode ser enxaqueca. Um trabalho realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostra que a predisposição genética, a dieta, as alterações hormonais e a privação do sono estão por trás do tormento.
 
E, entre as crianças com a agenda lotada, as crises são muito mais frequentes.“Constatamos que o excesso de atividades extracurriculares piora a intensidade delas”, conta o pediatra e neurologista Marco A. Arruda, líder do estudo.
 
Quando a dor de cabeça é duradoura, leva à interrupção do sono no meio da noite e prejudica o desempenho escolar, é preciso buscar ajuda médica urgente para avaliar as causas e encontrar o melhor tratamento.
 
Remédio além da conta
“O uso abusivo de analgésicos, ou seja, algo em torno de duas ou mais doses por semana, pode provocar a dependência física”, alerta Marco A. Arruda. “E aí, ao menor sinal de dor, o cérebro passa a exigir mais e mais medicamentos.” A tendência é que os pais cedam às queixas do filho e dêem remédios por conta própria. Assim o consumo infantil de analgésicos vai aumentando. Como uma bola-de-neve.
 
As doloridas pedras
Os cálculos renais andam cada vez mais corriqueiros entre a criançada. E os gordinhos são as principais vítimas, segundo estudiosos do Children’s Hospital Boston, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
 
Eles ainda não sabem explicar direito o porquê dessa relação, mas há suspeitas. “A alta ingestão de alimentos carregados de sódio e o desequilíbrio hormonal são capazes de modificar a composição da urina”, acredita o urologista Caleb Nelson, autor do trabalho americano.
 
Para que seu filho fique longe das temidas pedras, ajude-o a prevenir a obesidade. Quanto mais cedo, melhor. Alguns sinais denunciam a presença de cálculos nos rins. “Dores na região do abdômen e sangue na urina precisam ser analisados”, conta o urologista. Os pais devem ficar atentos e buscar o quanto antes o auxílio de um especialista.

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