Ultrassom morfológico: para que serve o exame e quando fazê-lo?
Teste não invasivo ajuda a avaliar se a formação fetal está dentro do esperado

O exame de ultrassom morfológico é uma das técnicas utilizadas durante o acompanhamento pré-natal para assegurar que o desenvolvimento do bebê está ocorrendo dentro do esperado – e, quando esse não for o caso, poder detectar problemas de forma precoce para manejá-los da melhor forma possível.
Não invasivo, esse exame é realizado mais de uma vez ao longo da gestação, com focos distintos conforme a alteração cuja existência o médico busca investigar.
Para que serve o ultrassom morfológico?
Em linhas gerais, o exame morfológico tem como objetivo gerar imagens do bebê durante seu desenvolvimento. Como o nome sugere, o ultrassom é utilizado neste caso para avaliar formas, o que permite determinar aspectos como o sexo da criança, a maneira como os órgãos estão se formando (e se isso ocorre de forma adequada para a idade gestacional) e acompanhar outros aspectos, como seus batimentos cardíacos.
Esse acompanhamento ajuda a detectar malformações no feto e problemas genéticos, entre outras alterações de morfologia que podem ser percebidas de acordo com o momento da gestação em que o exame é realizado.
Quando o exame deve ser feito?
O ultrassom morfológico pode ser feito mais de uma vez ao longo da gestação. Em geral, a indicação é que ele seja feito ao menos uma vez no primeiro trimestre (entre a 11ª e 14ª semana) e outra vez no segundo semestre (entre a 21ª e 24ª semana).
Na primeira fase, o exame ajuda a detectar o risco de algumas alterações como as observadas na síndrome de Down ou na síndrome de Edwards, por exemplo. Já no segundo momento, quando o feto está mais formado, o ultrassom consegue avaliar se órgãos internos e o sistema nervoso, entre outras estruturas, estão se desenvolvendo de acordo com o que se espera naquela fase da gestação.
Os resultados do exame devem ser avaliados pelo médico obstetra e podem indicar a necessidade de realizar outros testes, caso haja suspeita de algum problema. As descobertas podem abrir caminho para alguma abordagem ainda durante a gestação ou permitir que a família faça arranjos para o pós-parto, considerando as eventuais questões de saúde que podem vir a afetar a criança depois do nascimento.