Ter filhos pode envelhecer a mulher em até 11 anos, sugere estudo

A diferença de idade não está na aparência, mas sim no DNA, conforme aponta uma investigação norte-americana. Entenda essa relação inusitada.

A maternidade amadurece a mulher, mas, mais do que isso, pode envelhecê-la. É o que aponta uma pesquisa feita pela Universidade George Mason, nos Estados Unidos. Para chegar a essa conclusão, os investigadores observaram mais de 1900 mulheres e o tamanho de seus telômeros, espécies de capinhas que protegem o DNA e podem estar relacionadas ao surgimento de algumas doenças e ao envelhecimento.

Parece que essas capinhas vão encurtando conforme os anos passam, daí sua associação à longevidade. No caso desta nova pesquisa, que foi publicada no periódico Human Reproduction, os cientistas compararam dados sobre o tamanho dos telômeros e o histórico de filhos das participantes, que tinham idade entre 20 e 44 anos. E as que já haviam dado à luz tinham os tais telômeros equivalentes aos de alguém aproximadamente 11 anos mais velho. Por exemplo: uma mãe de 24 anos apresentava, na verdade, os telômeros de uma mulher na casa dos 35.

Na prática, isso se traduziria em um envelhecimento precoce ou acelerado. Para se ter ideia, o efeito da maternidade no tamanho destas estruturas observado na investigação foi maior do que o do tabagismo e da obesidade. “Mas estes achados são preliminares e devem ser confirmados por novos estudos”, apontou Anna Pollack, bióloga e epidemiologista da universidade que é a autora principal do trabalho. Isso porque há outros fatores a serem levados em consideração na relação entre envelhecimento e maternidade, como o nível de estresse e suporte social que a mulher recebe.

Nada de pânico!

Antes de se preocupar, saiba que há limitações no trabalho, como os próprios autores ressaltaram. “Pelo formato do estudo, não é possível afirmar se os tais telômeros encurtaram depois da maternidade ou se as mulheres que tiveram filhos já tinham telômeros menores”, explicou Anna em comunicado à imprensa.

Os pesquisadores também destacaram que esse é apenas o terceiro estudo já publicado a investigar essa ligação e que, por isso, os resultados devem ser interpretados com cautela.

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