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Pré-eclâmpsia: conheça os sintomas, causas e tratamentos durante a gravidez

Entenda como funciona e quais cuidados são necessários para prevenir e tratar a condição

Por Redação Pais e Filhos
29 mar 2025, 12h00 •
Mulher grávida sentada no chão de perfil, com o rosto escondido pelas mãos, como se estivesse chorando. Ela veste uma roupa toda branca. O fundo é azul.
 (kieferpix/Thinkstock/Getty Images)
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  • A gestação é um período de mudanças intensas e, ao mesmo tempo, de atenção redobrada à saúde. Entre os desafios que podem surgir, a pré-eclâmpsia é uma das complicações mais sérias, afetando entre 5% e 10% das gestantes. Quando não diagnosticada e tratada, pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê, tornando o acompanhamento médico fundamental para um desfecho seguro.

    Um exemplo recente foi o caso da cantora Lexa, que precisou ser internada após o diagnóstico de pré-eclâmpsia. A internação foi uma medida de precaução para monitorar a pressão arterial e garantir o bem-estar dela e do bebê. Casos assim reforçam a importância do pré-natal e do cuidado contínuo durante toda a gravidez.

    Vamos entender o que é a pré-eclâmpsia, quais os sintomas e como buscar tratamento.

    O que é a pré-eclâmpsia?

    A pré-eclâmpsia é uma condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial após a 20ª semana de gestação, acompanhada da presença de proteínas na urina. Se não controlada, pode evoluir para complicações graves, como eclâmpsia (convulsões), insuficiência renal ou cardíaca e até parto prematuro.

    Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Nélio Veiga Junior, quando há aumento da pressão sem danos aos órgãos, é classificada como hipertensão gestacional. No entanto, se houver alterações em outros sistemas do corpo, o quadro se agrava para pré-eclâmpsia, exigindo monitoramento constante.

    O que causa a pré-eclâmpsia?

    As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas os especialistas acreditam que a condição esteja ligada a um desenvolvimento anormal dos vasos sanguíneos da placenta, o que desencadeia um processo inflamatório no organismo da gestante.

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    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, como:

    • Histórico familiar ou pessoal de hipertensão ou pré-eclâmpsia.
    • Idade superior a 35 anos.
    • Obesidade ou diabetes.
    • Gestação múltipla.
    • Fertilização in vitro ou tratamentos de reprodução assistida.
    • Primeira gestação ou intervalo longo entre as gestações.

    Sintomas que merecem atenção

    A pré-eclâmpsia pode se manifestar de forma silenciosa, mas alguns sinais podem indicar que algo não está bem:

    • Inchaço excessivo, principalmente no rosto e nas pernas.
    • Dores de cabeça fortes e persistentes.
    • Visão turva ou com pontos brilhantes.
    • Dor abdominal na parte superior direita.
    • Ganho de peso repentino.
    • Falta de ar ou desconforto ao respirar.
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    Em casos graves, a condição pode evoluir para eclâmpsia, com convulsões, colocando a vida da mãe e do bebê em risco.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é realizado durante o pré-natal, com aferição da pressão arterial, exames de urina para detectar proteínas e análises de sangue para avaliar o funcionamento dos órgãos. Como a pressão alta pode ser silenciosa, as consultas regulares e os exames são indispensáveis para identificar o problema precocemente.

    Tratamentos e cuidados para controlar a doença

    O tratamento depende da gravidade do quadro e do tempo de gestação. Em casos leves, mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada e suplementação de cálcio podem ser indicadas para reduzir os riscos. Já nos casos mais graves, a internação pode ser necessária para o controle da pressão com medicamentos específicos e monitoramento constante do bebê.

    Se a pré-eclâmpsia colocar a saúde da mãe ou do bebê em risco, o médico pode recomendar a antecipação do parto, mesmo que o bebê ainda não esteja totalmente desenvolvido. Por isso, é essencial que o acompanhamento seja feito de forma cuidadosa para tomar a melhor decisão.

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    Como prevenir complicações?

    Não há uma maneira garantida de prevenir a pré-eclâmpsia, mas alguns cuidados podem reduzir os riscos:

    • Realizar o pré-natal de forma regular.
    • Controlar o peso e manter hábitos alimentares saudáveis.
    • Praticar atividades físicas leves, com orientação médica.
    • Monitorar a pressão arterial e seguir as orientações médicas.
    • Evitar o consumo excessivo de sal e ultraprocessados.

    O papel do pré-natal no cuidado da gestante

    O pré-natal é a principal ferramenta para garantir uma gestação saudável. Consultas regulares permitem detectar alterações logo no início, evitando complicações e possibilitando intervenções rápidas, quando necessário. Mais do que isso, o acompanhamento médico traz segurança para a mãe, que poderá tirar dúvidas, aliviar ansiedades e receber orientações personalizadas para cada fase da gravidez.

    A pré-eclâmpsia é uma condição séria, mas com informação, acompanhamento e cuidados adequados, é possível passar por essa fase com mais tranquilidade e proteger a saúde da mãe e do bebê.

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