Os benefícios do ácido fólico na gravidez

Para evitar danos ao sistema nervoso, como paralisia e problemas mentais, e se prevenir contra anemia e câncer, garanta doses dessa vitamina antes mesmo de engravidar.

Sempre que o assunto é ácido fólico, o primeiro benefício que vem à cabeça de muita gente é prevenção. “Sua mais importante atuação é, sem dúvida, no desenvolvimento do feto”, declara o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). A vitamina é capaz de barrar danos ao sistema nervoso que podem causar paralisia e problemas mentais. Estima-se que uma em cada 700 crianças brasileiras apresente doenças relacionadas à falta de folato durante a gestação.
 
No entanto, existem outros benefícios decorrentes da ingestão da vitamina. Trabalhos recentes mostram a relação entre ela e a anemia. Aliás, foi por isso que o nutriente já se chamou BM. Explicando: o B se refere ao complexo B, que é um grupo de vitaminas, e o M vem de macaco. A designação se deu quando cientistas americanos, lá pelos idos de 1931, observaram que um grupo de símios andava sem pique. Estavam anêmicos. Os pesquisadores sanaram o problema ao incrementar o cardápio dos animais com fontes de folato.
 
Entre outras funções, o nutriente participa da formação das hemácias, os glóbulos vermelhos. “Na falta deles, o oxigênio não circula como deveria”, diz o nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Aliás, isso também esclarece em parte sua atuação na prevenção do câncer, principalmente o de cólon, o de bexiga e o de pulmões. Sem contar que o folato ajuda a baixar os níveis de homocisteína, substância que está por trás de inflamações que podem lesar a parede de órgãos como o intestino, segundo um trabalho da Universidade de Grenoble, na França.
 
A homocisteína também é culpada por infartos, derrames e males degenerativos, como o Alzheimer, como mostra um estudo da Universidade Orsola-Malpighi, em Bolonha, Itália. “O ácido fólico se liga à homocisteína e a transforma em outra molécula, que é incapaz de trazer danos”, explica Helena Godoy, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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