Luisa Mell fala sobre a gravidez e a relação do filho com seus bichos de estimação

A mãe do pequeno Enzo, que veio ao mundo no dia 13 de fevereiro de 2015, diz que está no paraíso com a maternidade e incentiva que as famílias se informem sobre a convivência saudável entre crianças e cães.

Antes mesmo de dar à luz, Luisa Mell, 36, sempre defendeu a permanência dos pets na família após a chegada de uma criança. Agora, com o filho Enzo nos braços, fruto da relação com o empresário Gilberto Zaborowsky, a apresentadora e ativista faz questão de mostrar a relação próxima que o pequeno de quase três meses mantém com seus cachorros – os labradores Marley e Gisele – desde os primeiros dias de vida. “Aqui não tem frescura”, declara Luisa, que deixa seus peludos à vontade com o bebê e não se cansa de compartilhar informações sobre o assunto em seus perfis nas redes sociais e também em seu site. Em entrevista exclusiva, ela revela, também, como tem se saído como mãe de primeira viagem, fala sobre o momento do parto e dá dicas para as gestantes que possuem bichos de estimação. Confira!

Depois de dois meses com o Enzo, como tem sido a experiência de ser mãe?

Luisa Mell: É maravilhoso! No primeiro mês eu fiquei muito cansada, exausta mesmo. É complicado porque você ainda não sabe lidar com tudo o que acontece. Agora está ficando mais fácil, pois já sei o que ele está sentindo quando chora. É um paraíso ser mãe, coisa que eu nunca tinha entendido até o Enzo nascer. Agora eu olho para ele e ele sorri – é uma delícia!

Como é ser mãe de menino?

L.M.: Sempre me imaginei mãe de menina e tinha certeza de que teria uma filha! Então, foi uma surpresa quando descobri que seria menino. Eu pensava: “Nossa, eu sou tão feminina, só olho para as coisas de menina… Como vai ser?”. Mas agora que o Enzo chegou eu adoro comprar roupinhas para ele, jardineiras, camisetinhas…

E a escolha do nome? Já tinha definido antes do nascimento e da cerimônia de circuncisão?

L.M.: Foi superdifícil! É algo que você leva para o resto da vida e acredito que influencia até na personalidade. Como meu marido já tem outros filhos, ele disse que eu poderia escolher, mas acabava sempre gongando as opções que eu dava e como eu só tinha nome de menina na cabeça, eu fiquei mudando, mudando… Só dei o nome mesmo depois de uma semana, na circuncisão (Luisa Mell é judia), quando olhei para ele e achei que tinha carinha de Enzo. E foi ótimo porque acho que acertei no nome, ficou superforte com o sobrenome (Enzo Zaborowsky). No início, meu marido não gostou muito, mas agora ele ama também!

 

 

Você engravidou na fase da vida que planejava? Acredita que teria sido muito diferente se tivesse acontecido antes?

L.M.: Sim, hoje sou outra pessoa, muito diferente do que eu era quando tinha 20 anos, por exemplo. Hoje me sinto uma pessoa bem melhor, que amadureceu com o tempo. Sou bem mais calma e tenho mais equilíbrio – coisas que acho importante passar para uma criança. Como já fazia mais ou menos um ano que eu estava tentando engravidar, acho que foi no momento certo, em que eu me sentia preparada para a maternidade.

E como foi a gravidez?

L.M.: Nos primeiros três meses eu vivia exausta e não esperava que seria assim. Também sentia muito sono, principalmente depois do almoço, e morria de fome! Eu nunca fui de comer muito, mas nessa fase passei a ter uma fome de leão! Mesmo assim eu amei estar grávida. Na verdade, eu nunca imaginei que iria gostar tanto! Foi uma experiência linda ver meu corpo mudando e sentir um ser crescendo dentro de mim.

Durante a gestação, quais eram os seus cuidados com o corpo e com a alimentação?

L.M.: Como sou vegana, já me preocupava muito com minha alimentação antes mesmo da gravidez e continuei assim durante os nove meses, mas de forma triplicada! Afinal, mais importante do que me alimentar bem pensando no meu corpo, eu tinha que pensar no bem que faria para formar uma criança saudável. Então, eu me obrigava a comer tudo que precisava e acho que isso é uma obrigação de qualquer mãe. É preciso ter um equilíbrio entre comer bem e ser saudável.

 

 

Você estava se preparando para um parto natural e precisou fazer uma cesárea. Como foi a experiência do parto?

L.M.: Foi traumática e eu fiquei muito deprimida por causa disso. Você aprende o quanto o parto normal é melhor que acaba querendo muito, mas infelizmente nem sempre é possível. Fiquei 12 horas em trabalho de parto até que meu médico disse que era necessário fazer a cesáera (além de estar com o cordão no pescoço, o bebê estava engolindo mecônio). Fiquei em choque naquele momento e, no dia seguinte, estava arrasada! Por outro lado, eu vi o valor da cesárea, o quanto é importante ter essa opção, embora eu ainda ache errado marcar o dia do parto sem nem deixar chegar a 40 semanas de gestação. Você vê a diferença na maturidade da criança, no quanto ela está se desenvolvendo melhor do que bebês que nasceram antes. Por isso, acho que a gente tem que respeitar a hora que o bebê quer nascer. Enfim, foi um aprendizado, não me senti bem com a situação por alguns dias, até que o meu marido me disse que o importante era o Enzo estar aqui, com a gente, e saudável!

E a amamentação? Muitas mulheres relatam as dificuldades dos primeiros dias com o bebê em casa. Como foi com você?

L.M.: Esse foi outro ponto muito difícil pra mim… Aliás, está sendo! Eu queria amamentar o máximo de tempo possível, mas como fiz uma cirurgia de redução de mama há alguns anos, não tenho leite suficiente. Na época da cirurgia, eu nem imaginava que um dia passaria por isso, então está sendo um grande sofrimento. O Enzo é um bebê faminto e eu dou complemento com leite de soja, mas gostaria não precisar fazer isso. Começar a amamentar também não foi nada fácil. As pessoas costumam dizer que é algo natural, que toda mulher sabe fazer, mas eu não achei… Me machuquei muito até aprender a pega correta, a experimentar outras posições até não doer mais. Esse foi outro aprendizado!

Como foi a reação dos seus cães quando você chegou em casa com o Enzo pela primeira vez? Eles sentiram a mudança?

L.M.: Sentiram, não tem jeito. É igual a quando o irmão mais velho fica com ciúmes do bebê que chega, como acontece em qualquer família. Mas acho que tudo depende da postura que a gente toma e de como conduz essa fase. Se entrar em pânico e ficar nervosa, o cachorro vai sentir e o comportamento dele vai mudar, claro. Eu tomei várias atitudes antes do Enzo nascer e isso ajudou muito. A convivência entre os três (o filho Enzo e os cães Marley e Gisele) é ótima!

 

 

Não é raro casos de casais que abandonam seus bichos de estimação quando o bebê está para nascer. Que conselho você daria às gestantes que convivem com animais para que isso não seja um problema depois do parto?

L.M.: Infelizmente, o abandono de um animal por causa disso é resultado de ignorância em relação ao assunto. O importante é se informar, pois há várias maneiras de bebês e cachorros conviverem bem. Uma dica é fazer todas as mudanças que a mãe desejar antes da criança nascer. Se não quiser que o cão entre no quarto que será do seu filho, por exemplo, comece a proibir muito antes do parto. O mesmo vale para quem quer passar o animal para o quintal ou que o bichinho não durma mais na cama do dono. 

Durante a gravidez, eu já passava muito tempo no quartinho do Enzo, então os meus cachorros já foram entendendo que estava acontecendo uma mudança. Quando o bebê nasceu, eles tiveram contato com uma roupinha com o cheiro do meu filho antes mesmo de voltarmos da maternidade e, quando chegamos, já coloquei a cadeirinha no sofá e deixei que eles o cheirassem. Isso tudo faz muita diferença no comportamento dos cães.

Outra dica é para o momento da volta da maternidade: se tiver alguém menos apegado ao cachorro, é essa pessoa quem deve chegar segurando o bebê, assim quem está mais ligado ao bichinho vai poder brincar e o estranhamento diminui.  

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