Azia na gravidez: causas, como aliviar e alimentos para evitar

Comum durante a gestação, o desconforto pode ser controlado

Por Redação Pais e Filhos
1 fev 2025, 07h00 •
6 Dicas eficazes para aliviar a azia na gravidez: Guia prático
 (nd3000/Thinkstock/Getty Images)
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  • Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por uma série de mudanças para se adaptar à chegada do bebê. Uma dessas alterações é o aparecimento da azia, um desconforto comum que pode ser acompanhado de refluxo, ânsia e enjoo. Embora seja um incômodo, existem formas de lidar com a azia e manter o bem-estar durante essa fase.

    Por que a azia é comum na gravidez?

    A azia ocorre devido a alterações hormonais e físicas no corpo da gestante. Durante a gestação, os níveis de progesterona aumentam, o que pode relaxar o esfíncter esofágico inferior, permitindo que o conteúdo do estômago retorne ao esôfago. Além disso, à medida que o útero cresce, ele pressiona o sistema digestivo, comprimindo o estômago contra o esôfago e favorecendo o refluxo.

    Esse desconforto é mais comum a partir da 20ª semana de gestação e pode se intensificar no terceiro trimestre, quando o bebê está maior e o espaço para os órgãos internos diminui.

    Alimentos que pioram a azia na gravidez

    Embora a azia possa ser causada por fatores físicos, a alimentação tem um papel importante no seu controle. Conheça os alimentos que devem ser evitados e como substituí-los para minimizar os sintomas:

    • Comidas cítricas
    • Alimentos como laranjas, limões, toranjas e tomates são ácidos e podem piorar a sensação de queimação.
    • Alternativa: consuma tomates em preparações mais leves, como sanduíches, e beba suco de laranja acompanhado de alimentos menos ácidos no café da manhã.
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    • Café e refrigerantes
    • Bebidas com cafeína tendem a agravar a azia.
    • Alternativa: reduza o consumo dessas bebidas, evite consumi-las em jejum e opte por versões descafeinadas.
    • Comidas gordurosas e frituras
    • Alimentos ricos em gordura demoram mais para ser digeridos, favorecendo o refluxo.
    • Alternativa: prefira carnes magras, laticínios com pouca gordura e métodos de preparo como assar ou grelhar.
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    • Chocolate
    • Este alimento pode relaxar o esfíncter esofágico e piorar os sintomas.
    • Alternativa: consuma com moderação e nunca em jejum.
    • Bebidas alcoólicas
    • O consumo de álcool é contraindicado na gravidez e pode agravar a azia, além de trazer riscos ao bebê.
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    Azia e enjoo: como aliviar os sintomas

    Além da sensação de queimação, a azia pode ser acompanhada de enjoo, especialmente antes ou depois das refeições. Algumas estratégias podem ajudar a aliviar esses sintomas:

    • Hidrate-se: consuma líquidos ao longo do dia. Caso tenha dificuldades, experimente chupar pedras de gelo ou ingerir pequenas quantidades de água gelada. Água de coco e isotônicos também podem ajudar.
    • Descanse: reserve momentos para relaxar, ouvindo música calma e mantendo os olhos fechados por alguns minutos.

    Como prevenir e aliviar a azia na gravidez

    Adotar hábitos saudáveis pode fazer toda a diferença no controle da azia durante a gestação. Confira as principais recomendações:

    • Fracione as refeições: coma pequenas porções ao longo do dia para evitar sobrecarregar o estômago.
    • Evite deitar após as refeições: aguarde pelo menos 30 minutos antes de deitar-se.
    • Mantenha uma alimentação equilibrada: priorize alimentos ricos em nutrientes e evite opções pesadas ou muito gordurosas.
    • Pratique exercícios físicos regulares: converse com seu médico sobre atividades seguras durante a gestação.
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    O mito do bebê cabeludo

    Um mito muito compartilhado é que a azia na gravidez está relacionada ao bebê ser cabeludo. Essa crença, no entanto, não tem base científica. A azia é consequência das mudanças físicas e hormonais no corpo da mãe, e não está ligada à quantidade de cabelo do bebê.

    Quando procurar ajuda médica

    Se a azia persistir ou se tornar muito incômoda, é importante conversar com o obstetra. O profissional poderá avaliar a situação e recomendar tratamentos seguros para a mãe e o bebê.

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