“O que eu aprendi quando me tornei mãe de segunda viagem”

Confira a reflexão de uma mãe sobre as diferentes experiências que teve com os filhos e como isso mudou a sua forma de encarar a maternidade.

Alessandra Garcia, 34 anos, é mãe da Laura, de 3 anos, e do Gabriel, de 11 meses, engenheira e idealizadora do blog Engenheira Que Virou Mãe. Aqui, ela fala sobre como mudou os seus conceitos e aprendeu a respeitar as diferenças após o nascimento do segundo filho.

“Ser mãe de segunda viagem é encarar a maternidade com mais leveza. Na primeira gestação, passei o tempo todo curtindo a barriga, aguardando a chegada da pequena e relaxando quando podia. Isso também aconteceu na gravidez do Gabriel, mas como eu tinha uma filha de 1 ano e poucos meses, precisava dar atenção para ela e não sobrava muito tempo para descansar.

Os dois partos foram cesárea e tudo correu bem tanto na cirurgia quanto no pós-operatório. Só que na primeira vez, chorei horrores na véspera, fiquei morrendo de medo e ficava me perguntando se daria tudo certo e se realmente estava agindo da melhor maneira. No segundo parto, eu estava totalmente segura com a minha escolha, mesmo porque a minha médica de confiança me acompanhou nas duas gestações. Fui tranquila para a maternidade e não fiquei com receio, pois já sabia o que vinha pela frente. Minha preocupação mudou de foco e eu só conseguia pensar na minha primogênita: se ela aceitaria bem passar a noite longe da mamãe, se sentiria ciúmes do pequeno, como as coisas seriam dali para frente.

Optamos por Laura não acompanhar o parto. Ela ficou com os meus pais e somente no dia seguinte conheceu o seu irmãozinho! Isso foi bom porque eu e o meu marido podemos receber o novo bebê com calma. Acho que só quando ele nasceu caiu a ficha de que agora eu também tinha que cuidar de outro filho. Nossa família estava crescendo. Não éramos mais três e, sim, quatro integrantes!  

No geral, os primeiros meses de vida dos meus filhos foram tranquilos. Tirando algumas crises de cólicas, não tivemos grandes problemas. Mas com o tempo, comecei a perceber algumas diferenças na minha conduta como mãe, a exemplo da chupeta. Eu decidi que a Laura não a usaria para que não tivesse problemas futuros, mas o que aconteceu? Ela começou a chupar o dedo e eu tentei oferecer a chupeta. Infelizmente, já era tarde e não deu certo. Hoje, com três anos e quase quatro meses, ela ainda tem esse hábito, que deixou o seu dedinho “deformado” e comprometeu a arcada dentária. Já o Gabriel, assim que teve as primeiras cólicas, pegou a chupeta e isso foi ótimo para acalmá-lo. Ele não fica com ela o tempo inteiro na boca, usa apenas para dormir.

Com a mamadeira, também aconteceram coisas opostas. Na primeira vez que a ofereci para a Laura, fiquei muito chateada porque tinha medo de ela recusar o peito. Eu precisei agir dessa forma porque a licença-maternidade estava chegando ao fim e ela tinha apenas cinco meses. Para a minha alegria, isso não atrapalhou em nada e ela foi amamentada até um ano e meio. A mesma coisa aconteceu com o Gabriel: ele só começou a tomar leite na mamadeira quando voltei a trabalhar, mas infelizmente ele parou de mamar no peito aos onze meses. Tentei várias coisas para reverter essa situação, mas nada foi suficiente. Aceitei e entendi que a melhor opção era respeitá-lo e não sofrer, pois o vínculo que existe entre mãe e filho não depende somente do aleitamento materno.

O sono também mostrou que os pequenos eram diferentes. Minha filha dormiu no carrinho ao lado da minha cama até completar dois meses. Depois disso, ela foi para o seu quarto e eu a monitorava a noite toda pela babá eletrônica. Mesmo assim, essa transição foi bem difícil – especialmente para mim. Com o segundo filho não foi assim. Ele dormia no berço com apenas um mês e faz tempo que a babá eletrônica foi desligada porque sei que, se ele chorar, eu vou escutar!

A parte mais interessante é quando me tornei mãe de segunda viagem parei de ter medo dos julgamentos. Quando tinha apenas a Laura, me preocupava muito com o que as pessoas achavam e ficava me policiando para não falar demais. Hoje, não tenho nenhum problema em conversar sobre todos os assuntos. Eu me sinto mais segura e não me importo com o que pensam, pois tenho a consciência tranquila, sei a mãe que eu sou e as escolhas que eu faço pensando sempre no bem da minha família. As experiências que vivi com a Laura serviram para me fortalecer e tranquilizar. Um filho nunca é igual ao outro. Aprendi a respeitar isso e encarara maternidade com mais leveza!”

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