Mulher é chamada de “péssima mãe” por seu filho usar saia e dá resposta inspiradora

Ao ver menino de 3 anos vestindo um tutu, desconhecido se achou no direito de exigir uma explicação.

“Meu filho de três anos gosta de brincar com caminhõezinhos. Gosta de quebra-cabeças. Gosta de comer ameixas. E ele gosta de usar tutus brilhantes. Se perguntarem, ele diz que as saias o fazem se sentir bonito e corajoso. Se perguntarem, ele diz que não há regras sobre ‘coisas para meninos’ e ‘coisas para meninas’”. É assim que começa o post que uma mãe fez no Facebook para defender o direito de seu filho se vestir como ele quiser.

O que motivou a americana Jen Anderson Shattuck a fazer isso foi o ataque que ela e seu pequeno Roo sofreram de um estranho que, indignado pela forma com que o menino estava vestido, achou que tinha o direito de ofendê-los. “Meu filho já usou saias na igreja. Ele já usou saias no mercado. Ele usou saias brincando na caixa de areia. Na nossa parte do mundo, isso nem é uma questão. Já nos fizeram perguntas bem-intencionadas às quais nós respondemos e sempre ficou tudo bem. ESTAVA tudo bem até ontem”, contou Jen.

Quando voltavam do parquinho, mãe e filho foram parados por um desconhecido que exigiu uma explicação. Segundo Jen, não se tratava de uma simples curiosidade, já que o homem queria garantir que eles entendessem que aquela forma de se vestir estava errada – aos olhos dele, claro. “Ela não deveria fazer isso com você. Você é um menino. Ela é uma péssima mãe, isso é um abuso infantil”, disse diretamente à criança.

Vou defender, gritando, o direito dele de andar na rua em paz, usando a roupa que quiser.

Além de insultá-los, o estranho tirou fotos ameaçando divulgar as imagens e, em seguida, Jen chamou os policiais que fizeram o relatório e elogiaram o tutu que seu filho estava usando. Ainda assim, o pequeno ficou assustado e perguntou: “O homem vai voltar? O homem mal? Ele vai gritar mais coisas feias sobre a minha saia? Ele vai tirar mais fotos?”, relatou a mãe.

Em resposta, Jen resolveu compartilhar a história em sua rede social e a postagem já tem quase 60 mil compartilhamentos além de comentários (a maioria) com mensagens de apoio à família.

Veja o post na íntegra e, em seguida, a tradução:

“Meu filho de três anos gosta de brincar com caminhõezinhos. Gosta de quebra-cabeças. Gosta de comer ameixas. E ele gosta de usar tutus brilhantes. Se perguntarem, ele diz que as saias o fazem se sentir bonito e corajoso. Se perguntarem, ele diz que não há regras sobre ‘coisas para meninos’ e ‘coisas para meninas’.

Meu filho já usou saias na igreja. Ele já usou saias no mercado. Ele usou saias brincando na caixa de areia. Na nossa parte do mundo, isso nem é uma questão. Já nos fizeram perguntas bem-intencionadas às quais nós respondemos e sempre ficou tudo bem. ESTAVA tudo bem até ontem.

Ontem, voltando do parquinho, meu filho e eu fomos parados por alguém que exigiu saber porque meu filho estava usando uma saia. Nós não o conhecíamos, mas aparentemente ele estava nos observando há algum tempo.

‘Eu só estou curioso’, disse ele. Por que você está fazendo isso com o seu filho?’

Ele não estava curioso. Ele não queria respostas. Ele queria que nós soubéssemos que o que meu filho estava fazendo – o que eu estava DEIXANDO ele fazer – era errado.

‘Ela não deveria fazer isso com você’, ele disse, falando diretamente com o meu filho. ‘Você é um menino, ela é uma péssima mãe. Isso é um abuso infantil’.

Ele tirou fotos de nós, embora eu tenha pedido que não tirasse. Ele me ameaçou: ‘Agora todo mundo vai saber, você vai ver’.

Eu chamei a polícia. Eles vieram, fizeram o relatório e elogiaram a saia. Ainda assim, meu filho não se sente seguro hoje. Ele quer saber:  ‘O homem vai voltar? O homem mau? Ele vai gritar coisas feias sobre a minha saia de novo? Ele vai tirar mais fotos?’.

Eu não posso afirmar com certeza, mas posso dizer isso: não serei intimidada. Não me farei vulnerável ou covarde. Não deixarei que estranhos nervosos digam ao meu filho o que ele pode ou não vestir.

O mundo pode não amar o meu filho por quem ele é, mas eu amo. Eu fui colocada nesta terra para garantir que ele saiba disso.

Vou gritar o meu amor das esquinas.

Vou defender, gritando, o direito dele de andar na rua em paz, usando a roupa que quiser.

Vou mostrar para ele, do jeito que puder, que valorizo a pessoa que ele é, que confio na visão que ele tem de si e que apoio suas escolhas – não importa o que ninguém diga, não importa quem ou o quanto tentem pará-lo.

Nossa família tem um lema:

Nós amamos.

Nós somos gentis.

Nós somos determinados e persistentes.

Nós somos belos e corajosos.

Nós sabemos quem somos. Estranho nervosos não vão mudar quem somos. O mundo não vai mudar quem somos – nós mudaremos o mundo.

EDITADO PARA ACRESCENTAR: Este post é público e pode ser compartilhado. Somos gratos a vocês por seu amor e apoio!”

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