Maternidade real: Thais Fersoza e outras mães dividem vivências em livros

Confira entrevista com a atriz sobre essa experiência e uma seleção de livros que tratam da criação dos filhos a partir de experiências pessoais.

Nos últimos anos, cresceu o número de lançamentos nas prateleiras que abordam a parentalidade longe das fórmulas e teorias, a partir de aprendizados obtidos na prática. A atriz Thais Fersoza, mãe de Melinda, com quase 3 anos, e Teodoro, prestes a completar 2 anos, é a mais nova autora nesta editoria, com seu Nasce uma mãe.

O livro foi escrito a partir do convite feito pela editora Harper Collins. “Fiquei muito surpresa, mas fui amadurecendo a ideia e pensei que seria legal dividir a minha experiência com as pessoas”, relata Thais. “Muitos seguidores ficam surpresos por eu ter tido dois filhos em tão pouco tempo, por eles falarem cedo, dormirem a noite toda, e me perguntam sobre a maneira como eu os educo”, completa.

Na publicação, Thais conta um pouco sobre a vida: quando decidiu ter filhos, como foi o desfralde, a introdução alimentar e outros momentos desafiadores. “Não quero falar ‘olha como eu arraso, mas sim abrir um bate-papo e uma troca de experiências sobre a maternidade, mostrar que todo mundo passa perrengue e estar mais perto das pessoas”, conta ela ao Bebê.com.br. Cada capítulo é comentado por especialistas, como médicos, psicólogos, pediatras, obstetras e nutricionistas.

Confira outros livros sobre criação dos filhos que fazem sucesso entre os pais!

60 dias de neblina” (editora Máquina de Escrever), de Rafaela Carvalho

 (Divulgação/Divulgação)

 

O termo que batiza esse livro se refere aos primeiros (e intensos) 60 dias de vida do bebê, nos quais a mãe vive um turbilhão de emoções que só quem já experimentou pode entender. A autora Rafaela Carvalho, que teve o primeiro de seus três filhos aos 18 anos, reuniu uma coletânea de textos sinceros, engraçados e emocionantes, sobre esse período e a maternidade no geral neste livro que virou best seller.

Revolução Laura” (editora Belas Letras), de Manuela D’Ávila

 (Reprodução/Divulgação)

A jornalista e política brasileira lançou em 2019 este que é seu primeiro livro. Nas páginas, os leitores encontram relatos sobre a vida depois da chegada de sua filha Laura, de 4 anos. Desde que nasceu, a pequena é presença constante no colo da mãe em eventos, sessões parlamentares e durante a campanha presidencial como vice-presidente da chapa de Fernando Haddad (PT). O livro discorre sobre a maternidade no olhar da esfera política — Manuela já foi criticada por amamentar a menina em público e faz questão de divulgar a prática.

“Escrever uma árvore, plantar um livro” (editora Gulliver), de Cris Guerra

 (Reprodução/Divulgação)

A blogueira e escritora lançou recentemente uma coletânea de crônicas sobre a experiência de criar sozinha o filho Francisco, hoje com 12 anos. O pai do menino morreu dois meses antes do seu nascimento, e esse é o segundo livro de Cris sobre maternidade. O primeiro, Cartas para Francisco, lançado há dez anos, foi elaborado ainda durante a gestação, com cartas que Cris escrevia para o filho ler quando crescer.

Meu jeito de ser mãe” (editora Fontanar), de Fernanda Rodrigues

 (Reprodução/Divulgação)

A atriz mergulhou de vez no mundo da maternidade depois do nascimento da primeira filha Luisa, 10 anos. Hoje mãe também de Bento, 4, ela administra o portal Cheguei ao Mundo, sobre gravidez, bebês e crianças. A experiência abriu caminho para o livro, lançado em 2018. Na publicação, ela aborda sua experiência desde a gestação, passando pelo parto e o desenvolvimento dos bebês, com dica de atividades e de como lidar com conflitos e momentos difíceis.

Mãe fora da caixa” (editora Buzz), de Thaís Vilarinho

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A blogueira, mãe de dois filhos, ganhou notoriedade na internet ao compartilhar a maternidade sob uma perspectiva realista e divertida, longe de vários estereótipos sobre o tema. Além do Mãe Fora da Caixa, onde relata medos, angústias e outros sentimentos que experimenta no processo de cuidar dos filhos, ela também é autora do novo Mãe Recém-nascida, que foca na mulher e não no cuidado com os filhos.

Eu, mãe e pai” (editora Manole), de Mariana Kupfer

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O livro conta as experiências da apresentadora de 44 anos como mãe solo. Mariana deu à luz Victoria, de 8 anos, em 2010. A menina foi gerada via inseminação artificial, e a maternidade independente trouxe crescimento para a mãe. “Diversas vezes pensei: ‘talvez se eu tivesse alguém aqui, para me dar a mão, as coisas poderiam ser mais fáceis’. Mas eu sempre matei no peito. Nunca deixo de fazer nada pelo fato de estar sozinha com ela. Eu sei que ainda tem muito julgamento'”, contou à revista Veja.

Agora que sou mãe” (editora Academia), de Flavia Calina

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Em 2017, a influenciadora digital Flavia Calina, uma das mais relevantes no universo da maternidade, mãe de dois filhos e à espera do terceiro, lançou seu primeiro livro com reflexões sobre tópicos importantes do mundo materno. O texto aborda aspectos referentes à mulher, como mudanças no corpo, relação conjugal, trabalho durante a gestação, preparação para o parto até a criação propriamente dita: cuidados, primeiro banho, estabelecimento da rotina familiar, divisão de tarefas e criação de hábitos.

“Bela maternidade” (editora Sextante), de Bela Gil

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Mãe de Flor (10) e Nino (3), a apresentadora e autora de culinária abre o coração neste livro, onde defende que fugir de rótulos é essencial para criar filhos sem culpa. Bela aborda sua própria experiência e escolhas no parto, na amamentação e nos cuidados com os filhos — ela é adepta do parto natural, da amamentação prolongada e da alimentação vegetariana. Nas páginas, ela oferece receitas e informações com o aval de profissionais de várias especialidades.

Mãe sem manual” (editora Belas-Letras) de Rita Lisauskas

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A jornalista, mãe de Samuel, dividiu suas percepções sobre a maternidade por quatro anos no blog Ser Mãe é Padecer na Internet antes de lançar este livro em 2017. Dona de um texto leve e divertido, ela abre o jogo sobre palpites, felicidade materna, escolha de parto e, principalmente, da pressão que as mulheres sofrem quando têm filhos. Sem culpa, o livro discorre sobre a pressão para ser uma mãe perfeita, e deixa bem claro que não existe certo e errado quando o assunto é a criação dos filhos.

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