Fotografia do bebê: tendência agora é registrar a vida ao invés de posar

Conheça o Fresh 48 e a fotografia documental, novidades para famílias que desejam um tom mais natural para as fotos dos filhos

Nada das fotos clássicas dos pais na sala do parto ou as poses dos pequenos nos ensaios newborn. A nova tendência da fotografia familiar é registrar os acontecimentos do início da vida dos filhos com naturalidade, sem poses ou ensaios em estúdio. Nela, os fotógrafos agem como fotojornalistas, interagem com os pais e clicam de maneira quase imperceptível.

É o caso, por exemplo, do Fresh 48, estilo importado dos Estados Unidos e Canadá. Ele consiste em registrar as primeiras 48 horas de vida do bebê, quando ele já está no quarto da maternidade com os pais. “As fotos de parto são lindas, mas podem ser muito invasivas e deixar a mulher desconfortável em compartilhar aquele momento depois”, explica Amanda Alexandre, fotógrafa carioca.

No Fresh 48, o fotógrafo passa algumas horas com a família na maternidade, registrando momentos como a amamentação e o banho. “Os primeiros cuidados já foram feitos e está todo mundo mais tranquilo. Fora que é possível registrar momentos emocionantes, como a avó pegando o neto pela primeira vez”, aponta Giuliana Fraccarolli, da Fluup Fotografia.

 (Fluup Fotografia/Reprodução)

 

 (Fluup Fotografia/Reprodução)

 (Fluup Fotografia/Reprodução)

Fotografia documental

Nem sempre as fotos precisam ser feitas durante as 48 horas, podem se estender para o período que a família estiver na maternidade ou até depois disso. A fotógrafa Grazi Ventura é pioneira na fotografia documental de famílias no Brasil. Como o nome sugere, a ideia é documentar o cotidiano da família e os momentos importantes.

Grazi, que tem um projeto sobre o assunto chamado Quem Fomos Nós, combina encontros periódicos com a família em ocasiões comuns, como um sábado, ou em algum momento especial, como uma viagem à praia ou o primeiro dia na escola. “As lembranças mais duradouras e gostosas nunca são as registradas nas fotos, como batizados e aniversários, mas sim coisas simples, como uma receita, o jeito de tomar café da manhã, o colo da avó”, comenta Grazi.

O trabalho exige dedicação e empatia. “Converso com os pais para que eles resgatem o que é importante de verdade para eles e assim identificamos as peculiaridades da família”, explica a fotógrafa, que usa uma câmera silenciosa e pequena para que tudo ocorra com a maior naturalidade possível. “Na hora que a família descobre o resultado, é emocionante, bem diferente de um ensaio posado, que já inclui uma expectativa sobre como vai ficar a foto”, comenta.

Veja o resultado dessa abordagem:

 (Grazi Ventura/Reprodução)

 (Grazi Ventura/Reprodução)

 (Grazi Ventura/Reprodução)

Um dia na vida

A fotógrafa Beta Borelli oferece o acompanhamento na maternidade e um pacote chamado Um Dia na Vida. “Podemos combinar com os pais de chegar com a pessoa dormindo e fotografar a família acordando, ir passear em um lugar que eles gostam e registrar o trajeto, são muitas possibilidades”, explica.

“Creio que a tendência geral é fugir do montado ou mostrar coisas encenadas. Por isso importante que o fotógrafo faça o que puder para deixar a família à vontade nesse processo”, opina Beta, que oferece ainda um acompanhamento com visitas a cada dois meses no primeiro ano de vida da criança.

No fim do período, os pais recebem o registro dos saltos de crescimento dos pequenos, e podem ainda programar novas experiências para o dia da visita do fotógrafo. O bebê pode conhecer um sabor novo naquele dia, ter seu primeiro contato com um bicho de estimação e por aí vai.

 (Beta Borelli/Reprodução)

 (Beta Borelli/Reprodução)

 (Beta Borelli/Reprodução)

Mais intimidade, mais investimento

Para que uma abordagem do tipo dê certo, é preciso primeiro que os pais estejam abertos a receber a presença de uma nova pessoa no cotidiano familiar. “Por isso indico que a família procure bem, feche com um fotógrafo com o qual que se identifique, converse e desenvolva uma certa empatia”, orienta Beta.

Outro ponto é o valor. A fotografia documental tem um valor superior ao do ensaio tradicional, pois exige mais horas de dedicação do fotógrafo. “Para se ter ideia, em um ensaio tiramos 300 fotos para selecionar depois, enquanto num dia inteiro de acompanhamento esse número pode chegar a 3000”, aponta Grazi. Uma opção mais em conta é fazer sessões curtas, de duas horas. Nessa configuração, é possível encontrar pacotes a partir de R$600.

 

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