“As diferenças entre ser mãe de primeira e de segunda viagem”

Veja o depoimento dessa mãe que, ao lado do marido, criou o canal Tiago e Gabi, no qual fala sobre gravidez e outros temas do universo da maternidade.

Depois de enfrentar uma gravidez ectópica e passar pela retirada de uma trompa, Gabriela Cywinski percebeu que o relógio biológico tinha começado a bater. Cinco meses depois, engravidou da Manuh, sua primeira filha, e junto de Tiago, seu marido, criou um canal no YouTube – atualmente com mais de 150 mil inscritos – para falar da gravidez de maneira leve e descontraída. Hoje, aos 35 anos, Gabi também é mãe da pequena Nina e compartilha aqui como tem sido a experiência da maternidade. Confira!

“Diferente de muitas mulheres, nunca me imaginei mãe. Vivia intensamente, varava madrugadas ensaiando. Não tinha hora para acordar, muito menos para dormir. Estava sempre correndo atrás de algo! Até que um dia parei de tomar pílula (por motivo de saúde mesmo) e, num descuido, engravidei logo em seguida. Foi um susto! Mas, infelizmente, essa gravidez ‘não vingou’. Era uma gestação ectópica e eu precisei ser operada e tirar uma trompa.

Mas, a partir daí algo ‘bateu’. Parece que foi uma chacoalhão da vida… Meu ‘relógio biológico’ começou a bater com pressa! 5 meses depois da operação (com alta da médica), engravidei da Manuh, minha primeira filha. E nossa… Como minha vida mudou a partir de então!

Assim que recebemos o positivo, fomos procurar no YouTube tudo referente à gestação e à maternidade. Encontramos vários canais de mães cansadas e nos questionamos se era tão chato assim ficar grávida. Nós estávamos tão animados com a nossa gravidez que até os enjoos viravam piada. Por isso, resolvemos fazer um canal no YouTube, falando sobre gravidez na visão do homem e da mulher com bom humor.

Já a gravidez da Nina, minha segunda filha, foi um ‘ooopppsss…’. Continuei sem tomar pílula depois que a Manuh nasceu e, mais uma vez, nos descuidamos. O engraçado é que nem passou pela minha cabeça que estaria grávida. Tanto que, quando descobri, estava de quase 3 meses!

Confesso que logo que fiz o exame, uma explosão de sentimentos me atacou. Sinceramente, fiquei apavorada! A Manuh estava começando a buscar sua independência, o que estava deixando minha vida mais tranquila, então só de pensar em ter que passar por tudo aquilo de novo me dava vontade de chorar. Fora que a gente estava no auge do surto de zika, então, imagina?

Aí também veio o lado financeiro: será que a gente ia dar conta? Tanta coisa passa pela cabeça… Ao mesmo tempo, veio a euforia, o frio na barriga e uma felicidade! Contraditório, né?

Tiago e Gabi

Esses sentimentos me acompanharam a gestação inteira. Tinha muito medo de não amar a Nina assim como eu amava a Manuh (hoje nem sei como isso passou pela minha cabeça). Tinha medo que a Manuh se sentisse rejeitada por mim, mas ela está ainda mais carinhosa e parceira. O medo do desconhecido pode deixar a gente paralisado. Por isso, foi muito importante para mim expor esses sentimentos e perceber que a maioria das mulheres passa por isso.

Depois que a Nina nasceu, eu entendi que o amor não se divide, se multiplica!

Diferente da Manuh, a Nina nasceu em casa, no seu tempo, com respeito. Me senti muito mais segura e amparada no parto dela.  Senti na pele a diferença de ter minha escolha respeitada. O parto da Manuh foi via vaginal hospitalar regado a violências obstétricas (a triste realidade do Brasil, infelizmente).

E Manuh é uma irmãzona! Supercarinhosa, gosta de ajudar, de participar. E a Nina é enlouquecida por ela! Elas se olham e sorriem, é demais! É um privilégio presenciar uma cumplicidade nascendo! Não vejo a hora da Nina crescer para vê-las fortalecendo esse laço.

Eu acredito que a maior diferença entre a primeira e a segunda vez é que da primeira eu não era mãe. Tive que aprender a ser no dia a dia. Mudei minha vida completamente, mudei minhas prioridades, parei de ser tão egoísta. Já na segunda, eu já era mãe. O baque do primeiro filho é assustador! O segundo já vem numa casa ‘estabilizada’, numa família mais preparada. Hoje, me sinto muito mais tranquila e dá para perceber na Nina essa diferença.

A Manuh era um bebê muito mais agitado, porque eu era uma mãe desesperada e neurótica!

Gabi e Nina

Agora eu sinto que nossa família está completa! Não penso em gerar mais filhos, talvez quem sabe um dia (se tivermos estruturas financeiras para isso) adotar uma criança. Sempre quis adotar… Quem sabe! De qualquer forma, vamos seguindo! Aos poucos estou voltando a trabalhar. Pretendo montar um espetáculo em 2017, voltar aos palcos!

O canal está proporcionando momentos incríveis e nós esperamos devolver todo carinho que recebemos com muita alegria e bom humor, porque sabemos que maternidade real não é fácil, mas isso não quer dizer que não pode ser divertida!”

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