Recém-nascido em casa: o que esperar nos primeiros dias de vida

Saiba como lidar com as novidades da rotina após a chegada do bebê

Por Redação Pais e Filhos
28 mar 2025, 17h00
Superando a icterícia nos recém-nascidos: o que é a fototerapia?
 (Halfpoint Images/Getty Images)
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Por mais que você tenha se preparado durante a gestação, lido livros e assistido a vídeos sobre maternidade, a chegada do bebê sempre traz surpresas. Os primeiros dias podem ser intensos e cheios de descobertas, e entender alguns aspectos sobre a saúde e o comportamento do recém-nascido pode ajudar a aliviar a ansiedade dos pais. Com base nos conselhos de especialistas, reunimos seis informações que todo pediatra gostaria que você soubesse para viver essa fase com mais tranquilidade.

1. O bebê fica mais desperto depois das primeiras 48 horas

Nos dois primeiros dias de vida, é comum que o bebê durma muito, especialmente após o parto. Mas isso muda rapidamente. Por volta do terceiro dia, ele começa a acordar com mais frequência, sentir mais fome e chorar mais. Muitos pais se assustam com essa mudança de comportamento, especialmente ao chegar em casa e perceber que o bebê que dormia tanto no hospital agora demanda mais atenção. Essa fase é normal e faz parte da adaptação à vida fora do útero.

2. A alimentação não segue um intervalo fixo de três horas

Embora a recomendação geral seja de oito mamadas por dia, elas não acontecem de forma perfeitamente espaçada. Os bebês tendem a agrupar as mamadas, se alimentando várias vezes seguidas e depois fazendo uma pausa mais longa. No início, o ideal é oferecer o peito ou a mamadeira sempre que o bebê demonstrar fome, sem se preocupar com horários rígidos. A amamentação em livre demanda, além de nutrir, ajuda a estabelecer a produção de leite e a fortalecer o vínculo entre mãe e bebê.

3. Um pouco de icterícia é normal nos primeiros dias

Muitos bebês apresentam uma leve coloração amarelada na pele entre o terceiro e o quarto dia de vida, causada pelo acúmulo de bilirrubina. Isso acontece porque, nos primeiros dias, o bebê ainda não faz cocô com tanta frequência, o que dificulta a eliminação dessa substância. Conforme ele começa a mamar mais e a evacuar, a tendência é que a icterícia diminua naturalmente. No entanto, se a pele amarelada surgir muito cedo, se intensificar ou se espalhar para as pernas e pés, é importante buscar orientação médica para avaliar a necessidade de tratamento.

4. Os bebês têm o sono trocado nos primeiros dias

Nos primeiros dias, os bebês costumam dormir mais durante o dia e ficar mais alertas à noite. Isso acontece porque eles ainda não produzem melatonina, o hormônio responsável pela regulação do sono. Aos poucos, esse ritmo vai se ajustando, mas os pais podem ajudar diferenciando o ambiente do dia e da noite: mantenha a casa iluminada e com sons leves durante o dia, e reduza a luz e o barulho à noite, mesmo durante as mamadas e trocas de fraldas.

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5. Espirros e soluços são comuns e geralmente inofensivos

Os espirros são a maneira que o bebê encontra para limpar as vias respiratórias, especialmente para eliminar restos de líquido amniótico que podem permanecer após o nascimento. Já os soluços são causados por espasmos no diafragma, que podem surgir até mesmo após a mamada. Esses episódios costumam ser inofensivos e tendem a diminuir com o tempo, conforme o sistema nervoso do bebê amadurece.

6. O cocô do bebê será um dos seus principais assuntos

Nos primeiros dias, é normal que os pais fiquem atentos às fezes do bebê, observando a frequência, a cor e a textura. Inicialmente, o cocô é escuro e pegajoso (mecônio), depois passa para tons de marrom, verde e, finalmente, amarelo, especialmente nos bebês amamentados. As fezes líquidas e frequentes são comuns nos primeiros meses e não indicam diarreia. Observar as mudanças e manter o acompanhamento pediátrico é importante, mas, na maioria dos casos, essa variação é totalmente esperada.

7. A importância do acompanhamento pediátrico nos primeiros dias

Cada bebê é único e pode reagir de forma diferente às primeiras semanas de vida. Ter o suporte de um pediatra de confiança para esclarecer dúvidas e acompanhar o desenvolvimento é essencial para trazer mais segurança aos pais. Além disso, buscar apoio emocional e dividir as tarefas com o parceiro ou outros familiares faz toda a diferença para lidar com as demandas intensas desse início.

Os primeiros dias podem ser desafiadores, mas também são cheios de descobertas e momentos especiais. Com informação e suporte, é possível viver essa fase com mais leveza, aproveitando o tempo para se conectar com o bebê e fortalecer os laços que vão acompanhar a família ao longo da vida.

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