Amazon lança serviço que ajuda a montar lista de enxoval do bebê

No lançamento, a marca fez um evento com mães e influenciadoras para discutir a montagem do enxoval do bebê e outros desafios da maternidade.

 (fizkes/Envato)

A Amazon lançou nesta-semana no Brasil o Lista do Bebê, serviço dedicado a montagem do enxoval para o bebê popular nos Estados Unidos. O site conta com produtos para o quarto, de higiene, roupas, brinquedos e itens para a mãe. Sua principal novidade é a possibilidade de criar a lista do bebê em um ambiente online, onde é possível comprar tudo de uma vez.

“Muitas pessoas entram na loja pela primeira vez e não sabem o que comprar para o bebê, é um mundo desconhecido”, explicou Juliana Sztrajtman, Gerente de Categoria para Varejo da Amazon. “Nossa motivação para criar o serviço foi atender à falta de tempo para fazer essa pesquisa de loja em loja”, completou a gestora, no evento promovido pela marca para marcar o lançamento.

A lista pode ser privada ou compartilhada com amigos, para um chá de bebê, por exemplo. Nesse caso, o produto é enviado ou direto para os pais ou para a pessoa que irá presentear. A Loja do Bebê da empresa norte-americana, inaugurada em janeiro no Brasil, conta com 22 mil produtos de marcas variadas no portfólio e possui estoque nacional.

No site, há a possibilidade de fazer uma lista sem que o gênero do bebê esteja especificado, descontos, fretes e devolução grátis para a maioria dos produtos.  Outro diferencial é uma seção com ideias e inspirações para quem precisa de uma mãozinha, baseadas nas compras de outras famílias. “É difícil saber o que a gente precisa de verdade, acabamos comprando muito e usando pouca coisa. Por outro lado, outras fazem falta depois”, comentou Mica Rocha, mãe de Luisa, de dez meses, no lançamento.

Dicas para montar a lista do enxoval

Uma estratégia para não correr esse risco é recorrer à troca de experiências, mas de preferência com amigos e parentes que passaram recentemente pela chegada de um bebê. “Quando eu fui mãe pela primeira vez não tinha outras mães recentes por perto, então foi difícil saber o que comprar”, relembrou Thaís Vilarinho, do Mãe Fora da Caixa.

Thaís e as outras presentes no evento afirmaram ter passado a comprar mais pela internet depois da maternidade. Com histórias diferentes, as influenciadoras e mães aproveitaram para dar dicas de como organizar o enxoval. “Sapatos, por exemplo, não são necessáriosantes dos seis meses, porque a criança não vai usar, os pares serão perdidos, não adianta”, sugeriu Mica. “Outra coisa que aprendi foi que bodys brancos nunca são o suficiente, e eu esqueci isso na minha lista”, continuou.

A bomba elétrica de extração de leite e o aquecedor de lenço umedecido também foram lembrados como boas compras que tendem a ser subestimadas. “Eu achei que o aquecedor era besteira porque vivemos em um país tropical, mas no inverno ele fez diferença”, opinou Elaine Violini, mãe de três filhos que divide suas experiências no Instagram.

A poltrona de amamentação, por sua vez, foi lembrada por Mica como um item sem serventia. “Eu me esforcei pra usar, mas realmente não me adaptei”, contou. Mas, é claro, cada um cada um. “Cada família tem um estilo diferente, e isso deve ser levado em conta antes de comprar ou deixar de comprar por indicação”, relembrou a influenciadora Francielli Rezende.

Outros desafios da maternidade

A ocasião serviu para as mães trocarem experiências sobre outras questões da maternidade, como a pressão para dar conta de tudo. “É cruel essa imagem que se construiu, e precisamos nos despir dessa capa de super mães”, comentou Julyana Mendes, a Mãe de Sete — que tem, sim, sete filhos. Para as presentes, uma solução para acabar com esse estigma é pedir ajuda e reconhecer a necessidade dela. “Se você não delega tarefas porque quer as coisas do seu jeito, acaba se fechando para a ajuda e se sobrecarregando cada vez mais”, disse Mica.

Outro ponto mencionado foi o desafio de lidar com o comportamento dos filhos. “Não acredito em obediência, as crianças de hoje já nascem com um chip para não serem submissas, assim como estamos em um mundo onde cada vez menos pessoas aceitam ser submissas. É mais desafiador, mas é preciso saber lidar com isso, e não acredito que o caminho seja pela punição, mas sim pela atribuição de responsabilidades”, ensinou Julyana, a mais experiente do grupo.

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