Quando o obstetra vira pai Por Coluna Dr. Rodrigo da Rosa Filho é ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, diretor e sócio-fundador da clínica Mater Prime, de São Paulo

Chá de bebê revelação: a descoberta do sexo do bebê

Menina ou menino? Especialista em reprodução humana, obstetra conta como foi vibrar com essa notícia ao lado da esposa.

Por Da Redação Atualizado em 13 mar 2018, 18h41 - Publicado em 13 mar 2018, 18h33

Passada a euforia inicial de ver o teste de gravidez positivo e o primeiro ultrassom mostrando o bebê com batimentos cardíacos, eu e a minha esposa ficamos ansiosos para saber qual o sexo desse novo ser que chegará para completar a nossa família.

Sabemos que muitos ensinamentos são iguais para ambos os sexos, mas outros têm sua peculiaridade de acordo com o gênero. Por exemplo, se vier um menino, vamos ensinar a respeitar as mulheres e tratá-las da mesma forma que gostaria que a sua mãe fosse tratada. Se nascer uma menina, que ela seja educada e incentivada a ser o que quiser, sem os machismos impostos pela sociedade.

Atualmente, para os mais ansiosos (como eu e a Renata), há a possibilidade de fazer a sexagem fetal a partir de 8 semanas da gestação. Por meio desse exame de sangue, realizado pela mãe, é possível acertar com 99% de precisão o sexo da criança. Isto porque ele procura identificar o cromossomo Y, que é exclusivo do sexo masculino, ou seja, presença dele indica que o bebê é um garotinho e a ausência mostra que é uma garota.

O teste não é indicado em caso de gestação de gêmeos, pois pode não apontar com precisão essa informação (apenas se forem 2 meninas, a ausência do cromossomo Y daria a certeza). Para descobrir o sexo durante o exame de ultrassom, com cerca de 12 semanas é possível fazer uma estimativa com 70% de acerto, mas somente após 16 semanas essa questão se torna facilmente identificada.

Voltando para a nossa história, decidimos realizar um chá de bebê revelação para ter mais emoção. Depois que a Renata fez o exame, a única pessoa que teve acesso ao resultado foi a irmã dela que, ao descobrir o sexo, preparou a brincadeira para fazer a surpresa. Esse evento foi muito divertido: os convidados davam os seus palpites, faziam as suas previsões e confesso que a minha ansiedade só aumentava.


Estúdio Katia Rocha Fotógrafa/Divulgação

Enfim, estouramos o balão e descobri que meu mundo será mais cor de rosa ainda! Teremos uma menina que será educada para ser doce, mas também forte e determinada para ir atrás de seus sonhos. Felizmente, nossa filha nascerá em uma época em que a igualdade de gênero está sendo mais discutida e, quem sabe, daqui a alguns anos as mulheres terão os mesmos direitos que os homens.

Estúdio Katia Rocha Fotógrafa/Divulgação

No fim da festa, fiz um pequeno discurso para a minha pequena:

Prometo usar rosa, amarelo, vermelho, lilás e todas as cores do arco-íris se você quiser

Prometo desfilar numa passarela, dar rodopios, seguir em frente em olhar para trás

Prometo ser o sapo, o príncipe, o super-herói que vai te proteger

Prometo ler livros, contas histórias fazendo a voz dos personagens

Prometo vestir qualquer fantasia só para te encantar

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Prometo ser o paciente, o médico, o mocinho ou o vilão da sua imaginação

Prometo dançar qualquer música, seja lá qual for

Prometo ser seu diário que vai guardar todos os seus segredos

Prometo pintar o rosto, fazer caretas e te fazer sorrir

Prometo ser o sapato alto que vai te guiar para você brilhar

Prometo estar sempre na primeira fila para te aplaudir

Prometo estar te esperando sempre que voltar

Prometo te amar, te amar e te amar

No próximo texto, abordarei outra grande ansiedade dos pais: será que o meu filho está se desenvolvendo bem? Falarei sobre os exames que rastreiam as síndromes cromossômicas e quando eles devem ser realizados.

Dr. Rodrigo da Rosa Filho

É graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), co-autor/colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da SBRH e autor do livro ”Ginecologia e Obstetrícia – Casos clínicos” (2013). É diretor clínico e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime, de São Paulo. ​

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