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Viajar de carro com os pequenos

Tita Belliboni Atualizado em 02.12.2011

A pedagoga Tita Belliboni* tira as suas dúvidas. Você também pode participar ao mandar a sua história sobre a educação e o comportamento infantis. Escreva para a gente!

Quando pego a estrada nesta época do ano, reparo nos carros que, como o nosso, enfrentam o congestionamento. Estão sempre abarrotados de tralhas e mais tralhas: bicicletas, banheirinha, cadeira, guarda-sol, pranchinhas, balde, pazinha, boné, protetor e por aí vai. Os pequenos vivem dando tchau pela janela. Isso quando dão uma trégua na tradicional briga pelo lugar. Por que será que brigam tanto? Qual será o efeito que o automóvel exerce sobre eles? Parece que ao entrarem no carro recebem automaticamente uma ordem: “Enlouqueçam seus pais!”.

 

Sempre ouço falar em curso de direção defensiva, mas acho mesmo que deveria é existir aula especial para pais que carregam suas crianças no banco de trás. Na era dos MP3s e do DVD nos carros, algumas vezes nos esquecemos de regrinhas e brincadeiras simples que podem melhorar o trajeto:

 

• O lugar preferido do veículo — que não tem nenhuma lógica a não ser "eu quero o que meu irmão quiser" — deve ser definido antes. Estabelecer que um dos pequenos vai e o outro volta no assento preferido pode funcionar.

 

• Deixe que cada um leve uma mochila com os pertences escolhidos e guarde na manga algumas atividades que vão distrair a galerinha caso o congestionamento ou a viagem longa comecem a cansar. Dependendo da idade das crianças existem joguinhos que ajudam a passar o tempo:

 

Joguinho da contagem: Quantos carros azuis podemos achar? Quantos motoristas carecas? Quantos carros da marca xis podemos ver na estrada em um minuto?

 

Jogos de palavras, música, memória: O que tem no carro que começa com B de banana? E na mala? E lá em casa? E na escola?... Ou então, quem se lembra de uma música com a palavra balão? O que rima com balão? Outra opção bem divertida e que prende a atenção dos pequenos é começar uma frase e pedir que todo mundo a complete acrescentando um elemento a mais. Exemplo: o Rafa foi viajar e levou uma prancha. Uma segunda pessoa continua: o Rafa foi viajar e levou uma prancha e óculos... Nesse jogo, cada participante acrescenta um objeto e deve memorizar os outros já citados.

 

Aproveite a viagem ainda para perguntar o que de mais importante aconteceu nos últimos dias. Você poderá se surpreender descobrindo coisas valiosas sobre seus filhos.

 

E lembre-se: para as crianças, a demora dentro do carro é muito cansativa. Assim, uma paradinha para esticar as perninhas pode aliviar bastante o estresse de todos. As roupas e a alimentação também merecem atenção: tudo precisa ser leve – tanto as peças do vestuário quanto a comida. E não deixe faltar água.

 

Viajar com os pequenos é mesmo uma maratona, mas vale a pena. Vale enfrentar o trânsito, carregar as tralhas, percorrer uma estrada longa para encontrar a recompensa no destino.Vale o banho de mar, o espaço da praia para correr e brincar com liberdade. Vale deixar o trabalho e as preocupações para a volta e se entregar ao feriado, à família, ao descanso e ao prazer merecido! Vale a intimidade das conversas no trajeto, as risadas e as infinitas respostas — “Já estamos chegando, só mais um pouquinho, falta pouco.”). No final, a canseira da viagem a gente esquece, mas os castelos de areia são lembranças impecáveis que guardamos pra sempre!

 

Abraço carinhoso,

Tita

 

Colunista

Tita Belliboni

Luciana Belliboni, que tem o carinhoso apelido de Tita, é pedagoga  e apresentadora da versão brasileira da série Doces Momentos, do canal Discovery Home & Health


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