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Crianças e eletrônicos: o jogo do equilíbrio
Acreditar que você vai excluir televisão, computador e videogame da vida do seu filho é entrar num beco sem saída. Ninguém precisa apelar ao radicalismo quando o assunto são os eletrônicos e a freqüência com que os pequenos os utilizam. Por mais estanho que possa parecer, os aparatos tecnológicos também têm a sua parcela de importância na educação da criançada.
Muitos pais me perguntam como fazer para limitar o uso desses aparelhos. No início, parece impossível estabelecer qualquer tipo de controle. Mas não é! A palavra-chave, nessas horas, é equilíbrio.
Um desenvolvimento saudável da criança depende da uma rotina organizada. Em primeiro lugar, reveja seus horários e suas atividades. Sono, alimentação, escola, exercício físico, brincadeiras ao ar livre... Quanto tempo sobrou? Esse intervalo pode ser o horário em que o pequeno vai assistir à TV, por exemplo.
Claro, é essencial ficar atento ao que a menina ou o menino vêem e registram. Dessa forma, podemos evitar o acesso prematuro a informações que, digamos, ainda não precisam ser apresentadas à garotada. No entanto, se a telinha oferecer conteúdos divertidos e informativos, ela pode até ser uma aliada da educação.
Certo, mas qual seria o número ideal de horas dedicadas aos eletrônicos diariamente? Sem querer fugir de uma resposta exata, continuo batendo na tecla do equilíbrio e do bom senso. Pai e mãe conhecem o seu filho melhor do que ninguém e sabem avaliar os excessos e suas conseqüências. Se os joguinhos o deixam excitado, não devem ser permitidos antes da hora de dormir. Com um pouco de paciência, dá para encontrar a medida certa. E aí, vocês, pais, poderão reviver – e aprender – um monte de coisas gostosas.
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Luciana Belliboni, que tem o carinhoso apelido de Tita, é pedagoga e apresentadora da versão brasileira da série Doces Momentos, do canal Discovery Home & Health
































