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Você sabe dar castigo?

Tita Belliboni* Atualizado em 02.12.2011

O castigo é uma importante ferramenta de educação. Mas atenção: a sua aplicação exige muito cuidado. Ele deve ser usado apenas em momentos adequados para não ser desgastado ou banalizado. Dessa forma, funcionará como um aliado, e não fará o papel de vilão.

 

Deixar a criança refletindo sobre suas ações é importante. Mais do que isso, serve para dar um tempo em situações nas quais até mesmo os pais estão à beira de perder o controle. A verdade é que, muitas vezes, nós é que precisamos dessa pausa para respirar fundo e interromper uma sequência que não está dando certo.

 

Então, não tenha medo: delimite um tempo e deixe a criança quieta. Lance mão do: "você vai ficar um pouco aqui para se acalmar" e não volte atrás na sua ação. Uma dica é seguir a fórmula de 1 minuto para cada ano de idade. O tempo pode variar, o que não deve acontecer é o castigo acabar antes do estabelecido - nesse caso, quem dá o comando fica desmoralizado e perde a força. Afinal, como confiar em quem não cumpre o prometido?

 

A segurança, tão importante para as crianças quanto para os adultos, vem dos vínculos que criamos nas ações do dia-a-dia. Por isso, explique com firmeza, em tom sério e calmo o porquê do castigo. A criança tem que ter claro o que foi feito de errado. E não se esqueça de dizer tudo a ela olhando em seus olhos!

 

O castigo deve ser interpretado como uma reprovação da atitude. A ideia é mostrar que o pequeno passou dos limites e, portanto sofrerá a consequência. Mas antes do castigo você precisa avisar e dar a ele a chance corrigir o seu comportamento. Se não funcionar, lembre que já orientou uma vez e que agora está na hora de ele ir para o cantinho.

 

Quando o tempo estipulado acabar, vá até o seu filho e diga que espera um pedido de desculpas. Não se esqueça, depois, de reforçar o quanto ele é querido. É importante deixar claro que o ama, mas em determinados momentos vai precisar corrigi-lo. Mostre também crença na capacidade da criança não repetir a mesma ação.

 

Quando ela fizer diferente, reconheça. Da mesma maneira como ressaltamos os maus comportamentos, não devemos esquecer de elogiar com a mesma energia as ações positivas da criança! Incentive-a a aprender.

 

Outros castigos

Os castigos com tom de recompensa funcionam mais como presentes do que como disciplina. E, nesse casso, acredito que elogios e carinho podem ser mais eficazes. Ao usar esse artifício - castigo-recompensa -, os pais ainda correm o risco de fazer parecer que as atitudes boas "custam" e devem ser premiadas. Como se toda vez que ele arrumasse o quarto merecesse um chocolate ou um extra na mesada.

 

Confiscar brinquedos não funciona muito com os pequenos. Mas, se o baixinho der uma de "destruidor", vale retirar o objeto, ensinando a ele como cuidar dos seus pertences.

 

Vale lembrar que mais do que o castigo em si, o que mais pode ajudar na educação das crianças é conseguir uma rotina rica em disciplina, com limites claros e consistentes.

 

Precisamos ter em mente que um desenvolvimento sadio exige regras e responsabilidades, assim como permite muitos abraços, incentivos e muito amor!

 

Colunista

Tita Belliboni

Luciana Belliboni, que tem o carinhoso apelido de Tita, é pedagoga  e apresentadora da versão brasileira da série Doces Momentos, do canal Discovery Home & Health


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