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Amigos reais e imaginários

Tita Belliboni* Atualizado em 02.12.2011

A pedagoga Tita Belliboni* tira as suas dúvidas. Você também pode participar ao mandar a sua história sobre a educação e o comportamento infantis. Escreva para a gente!

Dos 3 ao 4 anos, é muito comum que a criança encontre um amigo invisível ou imaginário. Às vezes, esse companheiro, que reside na mente infantil, se faz presente por meses a fio nas conversas de meninos e meninas. E não é raro que ele seja substituído por outro amiguinho fictício ou até mesmo por um cachorro ou gato, sem falar no Super-Homem ou na Pequena Sereia. No fundo, essa fantasia é uma forma rica e criativa de aprender, ou melhor, de aprender brincando. Isso porque o mundo do faz-de-conta permite que o pequeno vivencie comportamentos e emoções diferentes.

 

Você, pai ou mãe, pode entrar nessa brincadeira de vez em quando, mas sem se intrometer além da conta. É importante deixar seu filho livre para criar nesse momento – que, além de descontraído, é uma oportunidade para tirar proveito das mensagens enviadas através dessa amizade fantástica.

 

Nessa mesma fase da infância, os amigos do mundo real também começam a aparecer. Geralmente, são os colegas preferidos da escola, do prédio e do clube, além dos primos e das primas. Procure perceber com quais crianças seu filho tem mais afinidade e com quem ele se sente melhor. E, sem forçar a barra, ajude-o a se aproximar dessa turminha. Afinal, nem sempre o filho daquela conhecida vai corresponder ao perfil de amizade que a gente almeja para nossas crianças. Para evitar qualquer saia justa com pessoas de sua estima, a melhor saída é permitir que o pequeno escolha seus companheiros de brincadeiras.

 

Convide o novo amigo para passear, almoçar e deixe que seu filho vá à casa dele quando sentir que ele está pronto para visitar outros ambientes. Dê importância a essa nova pessoa querida na vida da criança. Essa é uma maneira de ela descobrir o valor da amizade. Descoberta deliciosa, diferente de todas as outras relações e essencial na nossa existência. Com amigo, a gente brinca, briga, mas também aprende a fazer as pazes, a dividir e a conversar.

 

Nessa idade, em que tudo é novidade, o amigo real ou imaginário é aquele que vive no mesmo mundo mágico e entende como ninguém a linguagem e os sentimentos da garotada. Muita gente tem a sorte de fazer amizades na infância e conservá-las por toda a vida. Esse laço, que se cria e se estreita pela confiança e pela intimidade, é para sempre.

 

Abraço carinhoso,

Tita

 

Colunista

Tita Belliboni

Luciana Belliboni, que tem o carinhoso apelido de Tita, é pedagoga  e apresentadora da versão brasileira da série Doces Momentos, do canal Discovery Home & Health

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