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Família

Tipos de tratamento para engravidar

Gabriela Agustini e Rachel Campello Atualizado em 19.04.2012
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Getty Images

Quando o bebê não vem naturalmente, a tecnologia pode ajudar a realizar o sonho de ser mãe. Conheça os procedimentos mais comuns e saiba em quais casos eles são indicados

A única alternativa para engravidar não é a fertilização in vitro. Muitos casos de infertilidade poderiam ser resolvidos com métodos simples. Leia abaixo alguns:

 

Indução de ovulação: o ciclo reprodutivo da mulher é comandado por hormônios produzidos em diversas partes do corpo. Quando há um desequilíbrio, a ovulação pode ficar desregulada ou até deixar de ocorrer.Nesses casos, a técnica é indicada. Com hormônios injetáveis ou via oral, estimula-se a liberação dos óvulos e, em seguida, é feito o monitoramento por ultrassonografia para saber a resposta dos ovários aos estímulos. O médico costuma ainda recomendar a data ideal para o casal manter relações sexuais.

 

Inseminação artificial: após a coleta do sêmen pelo próprio homem, os espermatozoides são preparados em laboratório e, no período da ovulação, injetados dentro do útero. O objetivo dessa técnica é promover o encontro das células reprodutoras masculinas com o óvulo, seja driblando problemas no aparelho reprodutor da mulher, seja melhorando a qualidade e a agilidade dos próprios espermatozoides.

 

Para aumentar a chance de o embrião se manter fixo no útero materno, a mulher recebe doses de progesterona durante os primeiros meses da gravidez. “Essa técnica é recomendada a casais sem grandes alterações aparentes e aos com problemas de ovulação ou baixa quantidade de espermatozoide”, diz Gilberto Freitas, responsável pelo Setor de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington, em São Paulo.

 

Fertilização in vitro (FIV): é a famosa técnica de proveta. Ela tem quatro etapas. Primeiro, é preciso estimular a ovulação. Depois, aspiram-se os óvulos por meio de uma agulha introduzida no canal vaginal. O processo é feito com anestesia local e sedação. Num terceiro momento, os espermatozoides são recolhidos para fazer a fertilização do óvulo em laboratório. Se ela for bem-sucedida, o embrião é transferido para o útero. A técnica é indicada, por exemplo, para mulheres com problemas nas trompas, como sequelas de infecções ou endometriose, e para pacientes que foram submetidas à ligadura.

 

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI): é a grande revolução em tratamentos de infertilidade. Ela funciona basicamente da mesma maneira que a fertilização in vitro. A principal diferença é que o espermatozoide é colocado dentro do óvulo por uma agulha com diâmetro quase oito vezes menor que um fio de cabelo.

 

É indicado para homens que têm baixa quantidade ou não têm espermatozoides no esperma (apenas no testículo). Para extrair as células reprodutoras masculinas, há três procedimentos: Pesa (do inglês “percutaneous epydidimal sperm aspiration”), que consiste em aspirá-los do epidídimo (estrutura anexa ao testículo) com uma agulha fina e anestesia local; Tesa (“testicular sperm aspiration”), que retira as retira dos testículos também por aspiração; e Tese (“testicular sperm extraction”), na qual se extrai um pequeno pedaço do testículo para procurar espermatozoides no tecido.

 

Existem ainda técnicas complementares à fertilização in vitro. “É o caso do PDG, diagnóstico genético pré-implantacional, capaz de identificar embriões portadores de doenças como a síndrome de Down, e dos procedimentos para detectar infecções pelos vírus das hepatites e do HIV”, explica Caio Parente Barbosa, professor de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo.


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