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Família

Tchau, babá!

Maria Dolores Atualizado em 30.01.2012
Tchau, babá!

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Saiba identificar quando os serviços dela deixam de ser necessários

 

Ninguém nega que ela é muitas vezes indispensável. Seu filho, no entanto, não será um eterno bebê. Assim, com ele já crescido, é chegada a hora de dispensar o auxílio da babá. Esse momento geralmente é delicado – e não podia ser diferente. Afinal, tanto a criança como os pais acabam se acostumando ao apoio oferecido por essa profissional. Mas é preciso ter consciência de que, a partir de certa idade, o pequeno precisa aprender a caminhar sozinho. Dessa forma, para simplificar a missão, é importante evitar que ele se torne dependente da babá – isso pode até prejudicar seu desenvolvimento, afirmam os especialistas.

 

Procurar estar presente no dia-a-dia dos filhos é uma maneira eficiente de os pais impedirem que isso aconteça, diz a psicopedagoga Celina Pires do Rio, de Belo Horizonte. “A dependência ocorre quando a babá passa muito mais tempo com a criança do que o pai e a mãe”, explica. A psicóloga Ângela Corrêa, de São Paulo, dá outro conselho: é preciso orientar a profissional a impor limites e ensinar o menino ou a menina a desenvolverem certa autonomia. “Uma babá profissional saberá que seu papel é estimular a auto-suficiência da criança”, acredita Ângela.

 

Não existe uma regra que estabeleça quando é mais apropriado dizer um agradecido “até logo” à babá, mas algumas dicas ajudam a encarar o desafio na boa. Para o começo de conversa, o adeus definitivo pode ser dado quando seu filho estiver se aproximando dos 6 anos. “Nessa faixa etária, a criança, além de ser mais independente, já fala e sabe se expressar”, diz Celina. “Os pais podem ficar com a profissional até se sentirem seguros, não importando a idade do filho”, acrescenta a enfermeira pediátrica Elaine Nascimento, de São Paulo.

 

Além disso, o desligamento não deve ser abrupto. O ideal é avisar a babá com alguns meses de antecedência. Quanto ao pequeno, ele também precisa ser preparado aos poucos para tal mudança em sua rotina. E, desde que haja a concordância de ambas as partes, as visitas para matar as saudades poderão ocorrer sem maiores problemas.

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