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Saúde

Sexo bom na gravidez

Chantal Brissac Atualizado em 02.12.2011
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Getty Images

A barriga cresce, o desejo flutua e as dúvidas se multiplicam. Essa mudança radical não é empecilho para o prazer. Veja como manter a chama acesa ao longo da gestação

A arquiteta paulista Christiane Assis, 36 anos, sentiu que a gravidez acendeu o seu desejo sexual. “Eu estava me sentindo linda, poderosa, ultrafeminina. E isso deve ter contagiado a relação. Transei praticamente durante quase toda a gestação e queria sempre mais. Só parei no oitavo mês porque estava muito pesada. A minha pele e os meus seios estavam mais sensíveis e descobri novas sensações. Havia uma sensualidade constante”, conta a arquiteta, mãe de João Vitor, 3 anos e seis meses.

 

Já para a professora de educação física Mariana Castro Gonçalves, 29 anos, também de São Paulo, a espera do bebê, embora muito curtida, teve pouco sexo. “No primeiro trimestre, a libido até que continuou igual. Mas eu morria de sono. Depois o desejo foi caindo, caindo. No início, fiquei insegura. Pensava: ‘Será que eu e meu marido vamos perder a conexão sexual? Será que eu vou virar a mãe e deixar de ser a namorada?’ Resolvi perguntar como ele se sentia e ouvi que estava na mesma sintonia. Depois que nossa pequena nasceu, ainda demorou para voltarmos ao ritmo normal (por causa da amamentação, os hormônios ficam todos confusos), mas hoje já está tudo bem. Foi só uma fase”, diz Mariana, mãe de Isadora, 1 ano.

 

As duas histórias – tão diferentes – exemplificam bem como o sexo pode ser vivenciado de maneira diversa ao longo da gestação. Assim como o corpo se transforma com a avalanche hormonal, o tesão também oscila. Mas, como regra geral, manter relações sexuais durante a gravidez é muito bem-vindo e só contribui para aprofundar a intimidade do casal. “A afetividade decorrente desse momento aviva a sexualidade, que passa a ser prazerosa também nessa fase”, defende o ginecologista e obstetra Luís Fernando Aguiar, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para o especialista, no entanto, alguns mitos podem interferir na tranquilidade da relação.

 

O medo da penetração

Segundo o ginecologista Luís Fernando, o medo mais comum, especialmente entre os maridos, é o da penetração. “Muitos acreditam que vão machucar o bebê e acabam travando. Mas isso é impossível. Não há como o pênis atingir o feto porque ele está muito bem protegido dentro do útero por várias camadas de músculos e pelo saco gestacional”, esclarece o especialista. Não bastasse essa proteção bem acolchoada, há ainda um tampão mucoso que fecha a entrada uterina, poupando o pequeno de outros tipos de contatos e contaminações.

 

Outro tabu que merece ser derrubado é o de que as contrações provocadas pelo orgasmo podem acelerar o trabalho de parto. Na verdade, isso é pra lá de normal e contribui para fortalecer os músculos do períneo, o que, mais para a frente, poderá ajudar na hora do parto normal.


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