Alimentação
Receitas para grávidas e para bebês
Tatiana Damberg, autora do blog culinário Mixirica, conta em seu livro como é possível preparar pratos práticos e incrivelmente saborosos para grávidas e para bebês
Cozinhar para bebês não precisa ser necessariamente monótono. Pelo contrário, pode ter toques gourmet e, assim, aguçar o paladar da criança desde cedo. Tudo isso, claro, sem tropeçar nas regras da boa nutrição. O livro A Panela de Alice (Ed. Memória Visual), da redatora publicitária Tatiana Damberg, trata disso e muito mais. A obra é uma compilação com 60 receitas gostosas e práticas para mães, filhos e toda a família. Com realismo, a autora, carinhosamente apelidada de Tatu, busca alternativas para os clichês culinários que ocupam o universo do pré e dos pós-natal. Tatiana, aliás, é uma apaixonada pelo universo culinário. Ela é formada em gastronomia, cozinha com a alma e escreve com paixão no seu blog Mixirica, uma referência entre culinaristas por formação ou por opção.
O objetivo de Tatu é agradar a "todos os gostos e tamanhos" e mostrar para as leitoras que não existem regras imutáveis na hora de montar o cardápio do pequeno. Aliás, ela mesma testou todas as receitas. Tatiana é mãe da graciosa Alice, de um ano e meio. "Com o tempo descobri que posso confiar nas minhas escolhas e decisões para montar o prato de Alice", conta a autora. A seguir, ela revela alguns dos seus segredos.
Veja as receitas sugeridas por Tatiana:
Papinha de quinoa, feijão branco e banana
Nhoque de ricota e mandioquinha
A chegada da Alice mudou a cozinha da sua casa?
Durante a gravidez, pelo cansaço e pelo desconforto, fiquei um pouco distante da cozinha. Só voltei mesmo às panelas quando Alice começou a mastigar com a gengiva. Nunca tinha cozinhado especificamente para criança e abri um mundo completamente novo. Com alguma limitação, é claro, quanto aos ingredientes e condimentos.
Qual é a ideia do livro?
O livro é uma memória de ansiedades, de medos e de soluções que encontrei. Quando estava grávida, comecei a ler blogs de outras mães. Isso me trouxe conforto, uma sensação boa de saber que a vida mudaria sim, mas nem tanto assim. O livro é uma forma de retribuição. Minha contribuição gira em torno da gastronomia, que é mais meu negócio.
De que maneira a maternidade e a culinária se relacionam no livro?
Panela Amarela de Alice está dividido de acordo com as fases da gravidez e do bebê. Ele inclui relatos pessoais e receitas voltadas para toda a família. Nele, selecionei pratos para a grávida, comidas para quando o bebê está começando a comer e, em paralelo, receitas para adultos que podem ser saboreadas pelas crianças.
Como você selecionou os pratos que sairiam no livro?
A maternidade toma muito tempo e energia, por isso separei receitas básicas e charmosas. O que, no fim, é o meu estilo na cozinha. Não tenho tanto tempo e não gosto de ficar fazendo mil pré-preparos até finalizar um prato. Gosto de receitas simples, que poupam trabalho, mas sem abrir mão da beleza e do sabor.
Além de receitas gostosas, o que mais você, como mãe, tentou passar para as leitoras?
Comecei a entrar em algumas paranóias no começo da gravidez. Estava convencida de que não daria açúcar para Alice antes de ela completar dois anos, mas fui relaxando. É preciso discernimento. Quando a gente está grávida, todo mundo tem uma opinião, e um pitaco sobre o que você deve fazer ou dar para o seu filho. Aos poucos, fui adquirindo confiança nas minhas opiniões e escolhas. No livro, relato como reagi a esse período. Não acho que as pessoas devem fazer exatamente como fiz, sou um exemplo somente. Acredito que cada um deve escrever a própria história.
O que Alice mais gosta de comer?
Procuro variar o cardápio porque quero apresentar para Alice vários sabores, para ela formar um paladar rico e sem preconceitos. Ela gosta de pêra com iogurte e cardamono, de banana na frigideira com canela e creme.
































