Desenvolvimento
Quando é hora de incluir música na educação infantil
Descubra as diversas maneiras de apresentar seu filho ao universo musical. Vale colocá-lo para ouvir um cd ou apresentá-lo aos instrumentos
Diante de um recém-nascido, é quase instintivo: a gente começa a cantarolar, seja para fazê-lo dormir, seja para distraí-lo. E é desse jeito lúdico que a criança vai sendo apresentada à música. Mais do que um passatempo, pesquisas têm demonstrado que o contato com as canções pode reduzir a agressividade e ajudar nos processos de desenvolvimento da fala.
Um estudo realizado na Universidade McMaster, no Canadá, por exemplo, comparou crianças com idade entre 4 e 6 anos. As que tinham aulas de música se saíram melhor em testes de memória, alfabetização e matemática do que os pequenos sem intimidade com batuques e acordes.
“Os ritmos musicais complementam estímulos necessários ao desenvolvimento das diferenças cognitivas no cérebro”, diz a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo. “A variação de notas, timbres e sons é um elemento riquíssimo de informações perceptivas, além de incentivar a atenção e a memória”, completa.
Para os bebês
CDs: coloque um CD de canções infantis ou mesmo de música clássica para o bebê ouvir. Se o pequeno mexer as pernas e der gritinhos durante a audição, não tenha dúvida: ele aprovou o som.
Violão e afins: vale tocar algum instrumento ou cantar. “Criança gosta de poesia, da coisa lúdica, das brincadeiras”, acredita a instrumentista Sandra Peres, fundadora do grupo Palavra Cantada. “O público dos nossos shows vai de 0 a 11 anos e até os bebês que estão no carrinho brincam ao som da música”, conta.
Para as crianças pequenas
Música ao vivo: leve a criança para shows e apresentações ao ar livre. Nas principais capitais, é comum acontecerem eventos de orquestras ou mesmo de canções regionais em parques. É um programa, em geral, gratuito, que agrada aos pais e aos filhos.
Instrumentos: “Os pais devem usar a imaginação para construir instrumentos com a criança”, ensina Pedro Paulo Salles, coordenador do Laboratório de Educação Musical da Universidade de São Paulo. Dá para fazer um chocalho com pote de iogurte e arroz, assoprar garrafas, passar o dedo na borda do copo de cristal ou do aquário... O mais importante não é a qualidade do instrumento, mas desenvolver na criança a percepção e o gosto pelos sons. Vale também presentear o pequeno com minibaterias, pandeiros e pianos. Tudo de brinquedo.
Escolas de música: matricular a criança num desses centros é outra ótima forma de aumentar o poder de fogo de notas e timbres no seu desenvolvimento. “Aprender um instrumento implica em algo concreto, o que faz com que a criança explore ainda mais as questões abordadas”, diz a psicóloga Vera Zimmermann. Nas aulas, o pequeno dever ser apresentado a diversos instrumentos e experimentar, assim, os vários sons e timbres.
































