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Comportamento

Quando as crianças devem (ou não) dormir com os pais

Samuel Ribeiro Atualizado em 15.12.2011
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Getty Images

É certo que dez em cada dez crianças entre 3 e 5 anos pede ou já pediu para os pais para passar a noite no quarto com eles

Medo de ficar sozinha em seu cômodo ou tomar sustos com pesadelos durante a madrugada são, geralmente, as principais causas que levam os pequenos a pedir colo e, claro, cama. Nessas horas, é difícil negar abrigo para o filhote. Mas como saber se essa proteção noturna é saudável e se não vai prejudicar o desenvolvimento psicológico da criança? Em que casos é preciso impor limites? Abaixo você confere respostas para esse tipo de pergunta e ainda vê dicas para lidar com as mais diversas situações:

 

1. Nessa idade é normal que a criança durma sempre com os pais?

 

Não. Ela já devia estar dormindo sozinha há muito tempo. Nos três primeiros meses de vida, é importante que mãe e filho durmam no mesmo quarto para fortalecer o vínculo e a confiança entre os dois. Entretanto, a partir do quarto mês, quando o sono do bebê já é mais profundo, ele deve se acostumar a ficar sozinho em seu quarto. Com mais de 5 anos então...

 

2. Quais os aspectos negativos de permitir que a criança esteja sempre na cama com os pais?

 

Sentir compaixão com os temores da criança é mais do que normal. Mas, se a proteção é excessiva e o medo de que aconteça algo com os filhos enquanto dormem é exagerado, no futuro, quando crescerem, eles podem se tornar pessoas inseguras, muito dependentes e incapazes de lidar com frustrações.

 

3. Em quais situações é preciso ser mais flexível e deixar a criança passar a noite no quarto do casal?

 

Quando a criança tem um pesadelo e acorda assustada, com medo, os pais devem explicar que aquilo foi apenas um sonho, algo que vai passar, e permitir que ela fique por ali. Dica: assim que o pequeno adormecer, leve-o de volta para o seu quarto. É importante que ele acorde na própria cama e veja que todos os monstros não estão lá.

 

4. E se a criança pede para dormir logo no início da noite?

 

Nesse caso, o ideal é colocá-la na cama dela e fazer-lhe companhia até que pegue no sono. Contar histórias infantis pode proporcionar mais tranqüilidade para que ela durma na santa paz. Além de ser mais um momento rico de convivência. A dica também serve para quando a criança adoece. A assistência deve ser dada em seu próprio quarto para que ela não crie o hábito de dormir com os pais toda vez que ficar doente.

 

5. Filho único tem mais dificuldade para dormir sozinho?

 

Entre o primeiro e o segundo ano de vida, isso é comum. Por não conviver com outras crianças o filho único tende a ser mais dependente dos adultos. Mas aos 5 anos de idade já devia estar superado.

 

6. Como saber se ela sofre do chamado terror noturno?

 

Se a criança está dormindo tranqüila e, de repente, acorda aterrorizada. Senta-se na cama e começa a gritar com expressão de medo no rosto e os olhos bem abertos. O coração dispara e a respiração fica irregular. Depois de dois minutos de crise, ela volta a dormir como se nada tivesse acontecido. Esses são os sinais típicos do terror noturno, um problema sério, que precisa de acompanhamento médico caso aconteça sempre.

 

7. Acontecimentos inusitados e mudanças na rotina podem fazer a criança se sentir insegura?

 

Sim. É normal, por exemplo, que ao mudar de escola, ela fique mais insegura. Mas isso não é justificativa para dormir com os pais. Novamente reforçamos: o ideal é que o pai ou mãe façam companhia para que ela durma em seu próprio quarto. Quando há mudança de casa ou de cidade, não há problema em a criança passar a noite por alguns dias no quarto do casal até se acostumar com o novo lugar. Problemas graves, como lidar com a morte de uma pessoa próxima da família, requerem bastante atenção dos pais. Caso o episódio comece a interferir no sono, na alimentação e no rendimento escolar, pode ser necessário procurar a orientação de um psicólogo infantil.

 

8. Como fazer para que ela deixe de dormir com os pais?

 

É preciso explicar sobre a importância de cada um ter seu próprio espaço. Proibir de uma noite para outra que a criança durma com o casal pode ser encarado como rejeição. Ela precisa tomar posse do quarto dela e compreender que essa é uma forma de ter autonomia. No caso dos filhos únicos que acabaram de ganhar um irmãozinho, os pais devem explicar que a ele precisa ser mais independente e ajudar a tomar conta do bebê em um quarto comum.

 

9. Dormir no quarto dos pais pode causar problemas de sexualidade no futuro?

 

Depende. Se a criança acordar no meio da noite e os pais estiverem fazendo sexo e esses casos não são tão incomuns , ela pode encarar aquele ato como uma espécie de agressão física de um para com o outro. Isso pode, eventualmente, atrapalhar a sua vida sexual na idade adulta.


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