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Saúde

Problemas de visão comuns na infância

Hugo Vidotto Atualizado em 24.01.2012
Problemas de visão comuns na infância
Getty Images

Normalmente, eles surgem logo nos primeiros anos de vida e, às vezes, passam despercebidos. Uma pena. Detectá-los cedo aumenta  as chances de uma boa visão por toda a vida

 

Criança que não enxerga bem vai mal na escola - é fato. Algumas encrencas já aparecem nos primeiros anos de vida e, quando passam batido, atrapalham o desenvolvimento. Isso justo na fase em que o pequeno começa a entender o mundo. Infelizmente, nem todos os pais descobrem a tempo os distúrbios que acometem a visão. "Alguns até associam o mau desempenho escolar com outros problemas, como o déficit de atenção", relata a oftalmologista Andréa Araújo Zin, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

 

Os distúrbios visuais mais comuns no período escolar são a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. A correção é feita exclusivamente com o uso de lentes, depois que o oftalmologista determina o grau em um exame detalhado. Cirurgias de correção nessa idade tenra são inviáveis - elas só podem ser feitas após os 20 anos, quando o grau se estabiliza.

 

Outro problema relativamente freqüente na infância é o estrabismo, provocado por uma espécie de desequilíbrio entre os músculos responsáveis pelo movimento do globo ocular, que força o desvio de um olho (ou de ambos) para um dos lados. Não há como prevenir, mas dá para resolver se não houver perda de tempo. Em certos casos, a correção tem que ser cirúrgica - mas, para a maioria, o uso de óculos e o de tampões já bastam para alinhar o olhar.

 

Ao nascer, o bebê enxerga o que está a cerca de 20 centímetros de distância dele - nada além disso. E só aos 3 meses consegue focalizar o rosto de quem estiver bem próximo. Por volta dos 7 anos, com a visão totalmente desenvolvida, é hora de detectar problemas oftalmológicos. Um deles é a ambliopia, ou olho preguiçoso. "O cérebro deixa de captar as imagens do lado que enxerga mal e registra apenas as do mais saudável", explica a oftalmologista Cristina Muccioli. Faça o teste em casa tapando os olhos da criança, um de cada vez. "Ela fica angustiada quando o que funciona bem está coberto", dá a dica a oftalmologista Rosa Maria Graziano, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O tratamento consiste basicamente na estimulação visual.

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