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Corpo

Pós-parto: recupere a forma

Danae Stephan Foto GetImages Atualizado em 27.01.2012
Cláudia Bebê
Pós-parto: recupere a forma

Getty Images

Desde que o bebê nasceu, você já imagina tudo o que quer pedir ao cirurgião plástico. Antes de marcar uma consulta, conheça os procedimentos mais recomendados

 

Sempre que passa perto de um espelho você acha que não seria nada mau voltar a ter seios turbinados como na época da amamentação? Deixar a barriga durinha como era antes da gravidez? Diminuir os centímetros nas coxas que aumentaram com os quilos extras da gestação? Foram desejos como esses – nem sempre alcançados só com dietas e exercícios – que levaram a dona de casa Mariana T. Meneses, 27 anos, de São Paulo, a encarar uma plástica. “Engordei 26 quilos na gravidez do Pedro (hoje com 4 anos). No primeiro ano, perdi 20, mas a barriga flácida e o peito caído só pioraram. Não queria nem ir à praia de tão feia que me sentia. Há três meses, coloquei prótese nas mamas, fiz lipoescultura e cirurgia no abdome. Ainda estou inchada, mas dá para comemorar a diferença.”

Como Mariana, metade das mães do país sonha com uma plástica. Foi o que constatou uma pesquisa do Ibope de 2009, incluindo aí quem conseguiu manter o peso sob controle na gravidez. O aumento de seios e quadris é inevitável e, se os excessos não desaparecem em um ano após o parto, fica cada vez mais difícil eliminá-los. Às vezes, a única saída é o bisturi. “Tive duas gestações e, na segunda, fiquei com a barriga superflácida. O problema só resolveu com uma cirurgia de abdome”, diz a fisioterapeuta Adriana J.N. Costa, 34 anos, mãe de Ana Carolina, 9 anos, e Ana Clara, 6 anos, de São Paulo.

 

Seios turbinados

A colocação de prótese é a técnica mais usada para com bater a flacidez. Na gravidez, os seios aumentam de volume e a pele sofre um estiramento. Ao mesmo tempo, a produção de leite causa o que os médicos chamam de lipossubstituição, ou seja, parte das glândulas mamárias dá lugar a tecido gorduroso. Resultado: os seios ficam caídos e, em alguns casos, diminuem de tamanho. “As pró teses corrigem esse efeito e, conforme a técnica, não impedem a amamentação se houver uma nova gravidez”, diz Moreira. Hoje, há vários modelos de próteses, o que permite resultados mais naturais. Outra evolução diz respeito à durabilidade delas. (Sim, dependendo do tipo utilizado, é preciso uma nova cirurgia, cedo ou tarde!) As próteses de gerações anteriores tinham uma vida útil de dez anos, enquanto as atuais (gelatinosas e com revestimento mais firme) chegam a 20 anos. As revestidas de poliuretano, em tese, dispensam substituições.

 

DURAÇÃO

De duas a três horas.

 

RISCOS

O principal é a retração, ou contratura capsular. Como a prótese é um corpo estranho, o organismo reage envolvendo-a em uma cápsula fibrosa. Às vezes, essa cápsula fica excessivamente dura, causando dor, infecção e deformação do seio. É preciso, então, remover o implante e só recolocá-lo após o tratamento. Se houver resíduos de leite nas mamas, também podem ocorrer infecções. E as fumantes – se não abrirem mão do cigarro 15 dias antes e dez depois da cirurgia – ficam sujeitas a necroses na pele, pela má circulação sanguínea.

 

RECUPERAÇÃO

Exige 15 dias sem levantar os braços, 30 dias para voltar a se exercitar com moderação e dois meses para retomar as atividades normais.

 

CUSTO

De 5 mil a 15 mil reais. Do seu jeito

Para ficar natural, o tipo físico deve ser levado em conta na escolha da prótese.

 

• REDONDA Pode ter perfil alto ou baixo. O primeiro projeta o seio para a frente e dá volume. O perfil baixo é menos pontudo e se adequa a mulheres de tórax largo.

• GOTA Com formato mais natural, é indicada para quem tem mamas pequenas e não pretende aumentá-las demais.

• CÔNICA Melhora a projeção dos seios e se destina a mulheres com tórax estreito ou que perderam muito peso.

• ANATÔMICA Promete melhorar o volume e a projeção dos seios sem alterar a largura e a altura deles. Favorece mulheres muito altas ou muito baixas e aquelas que têm mamas mais alargadas.

 

A pressa não compensa

Mas não pense que é só ter o bebê e se entregar à faca. Como qualquer operação, a plástica envolve riscos. “Hoje há uma neura de fazer cirurgia o mais rápido possível. Algumas mulheres perguntam até se não dá para realizá-la com a cesárea para economizar tempo e anestesia. Mas a proximidade entre uma e outra aumenta a probabilidade de complicações”, afirma a obstetra Maria Rita Bortolotto, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Outro motivo para adiar essa ideia é que você pode ser surpreendida com um resultado bem distante das suas expectativas. “As alterações hormonais levam ao acúmulo de gordura e à retenção de líquidos, interferindo no contorno original da silhueta. Sem uma visão real do corpo da mulher, o médico não consegue planejar direito a intervenção”, explica o cirurgião plástico Cláudio Bicudo, do Rio de Janeiro. Quanto esperar?

Os especialistas consideram um ano um bom intervalo, suficiente para o inchaço sumir e o organismo restabelecer as defesas e o funcionamento. Essa regra não vale, porém, para quem planeja ter outro filho. “Se há planos de engravidar novamente antes de três anos, é melhor esperar”, aconselha o cirurgião Marcelo Moreira, do Rio de Janeiro. É que o estica-estica de uma nova gestação pode mandar pelo ralo os resultados da plástica, principalmente em abdome e mamas. E não só. Por ter sido esticada já duas vezes (na primeira gravidez e na plástica), a pele perde elasticidade, ficando mais sujeita a estrias. “Os hormônios da nova gestação também podem fazer a cicatriz escurecer. E, no caso de redução de mamas, o risco de comprometer a amamentação é grande”, alerta Maria Rita. Como toda regra, essa também tem exceção. A lipoaspiração entre uma gravidez e outra pode ser uma aliada para evitar acúmulo excessivo de gordura na segunda gestação. “Como muitas células de gordura são removidas nesse procedimento, a barriga cresce menos e a pele não estira demais, diminuindo o risco de estrias e flacidez”, garante o cirurgião plástico Wagner Montenegro, de São Paulo.

Nossos especialistas falam das cirurgias mais procuradas pelas mães, das técnicas para cada caso, de riscos, recuperação e custos. Tire suas dúvidas aqui.

 

Barriga sarada

“A região abdominal é a que mais reflete os efeitos da gravidez, com flacidez, estrias e perda de tônus muscular”, afirma o cirurgião plástico Charles Yamaguchi, de São Paulo. Tanto é verdade que cerca de 40% das mulheres têm diástase (o nome técnico dessa flacidez), principalmente depois de uma segunda gestação. “Os músculos do abdome se separam e nem sempre voltam à posição normal”, explica o cirurgião plástico Vitorio Maddarena, de São Paulo. Se houve muito ganho de peso, a pele também se distende excessivamente, formando o “abdome em avental”, quando se cria uma dobra na altura da virilha. Aí, não há exercício que dê jeito.

Quando esses problemas atingem toda a barriga, é feita uma abdominoplastia completa, que costura o músculo na posição original e retira o excesso de pele. Como a pele é puxada para baixo, as estrias da parte inferior do ventre desaparecem e as que se formaram do umbigo para cima descem, ficando numa posição mais discreta. Se a flacidez está apenas na região do ventre, há a alternativa da miniabdominoplastia. Ambas podem ser combinadas com lipoaspiração para retirada de gordura localizada.

 

DURAÇÃO

De duas a três horas.

 

RISCOS

Os principais são embolia pulmonar, infecção e sangramento. As fumantes podem sofrer com necrose, pela má circulação. Cortar o cigarro 15 dias antes e dez depois da cirurgia é fundamental.

 

RECUPERAÇÃO

Em média, 30 dias.

 

CUSTO

De 6 mil (a miniabdominoplastia) a 20 mil reais (a lipoabdominoplastia completa).


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