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Suzana Dias Atualizado em 02.12.2011
mala de viagem
Getty Images

Viajar com criança pequena exige que você pense em uma série de detalhes capazes de garantir a tranqüilidade e um ótimo passeio

Dá para viajar para bem longe de casa levando o filhote? Deixe o receio de lado e saiba que, com algum planejamento, é totalmente possível – e prazeroso – levar seu bebê a tiracolo para qualquer canto. A jornalista Paula Pierri Lattouf, de São Paulo, é testemunha disso. Ela decidiu que levaria a filha, Hanna, 7 meses, para o México num vôo com conexão no estado americano do Texas. Loucura? Nem tanto. Como a mamãe cuidou dos detalhes, Hanna suportou muito bem as mais de 15 horas de vôo até o destino.

Ainda assim, Paula nota que cometeu pequenas falhas ao planejar tudo: “A gente deve se lembrar da possibilidade de atrasos e separar leite, papinha e fraldas com muita folga”, ensina. “Eu levei leite na medida certa na mala de mão. Resultado: meu vôo atrasou e, durante a escala nos Estados Unidos, tive que oferecer papinha à Hanna de manhã no lugar da mamadeira”, conta. No mais, tudo foi um sucesso. “Acostumei minha filha a mamar e comer a papinha em temperatura ambiente para não precisar aquecer os alimentos. Além disso, fazíamos os programas preferencialmente bem cedo ou no fim da tarde por causa do sol”, relembra Paula. Foram duas semanas de passeios intensos para toda a família, já que os avós paternos da menina foram junto e, claro, deram aquela mãozinha. Em algumas noites, por exemplo, eles ficaram com a neta para que Paula e o marido pudessem sair para jantar. Aliás, aí vai uma dica: às vezes, viajar com mais pessoas da família facilita bastante a vida de um casal de turistas com um bebê.

 

A escolha do destino

É preciso considerar o perfil de cada membro da família, seus gostos e suas preferências, mas sempre priorizando as necessidades das crianças que irão junto. Assim, especialmente se tiver filhos de idades diferentes, talvez a melhor saída sejam os resorts, com atividades para as diversas faixas etárias. Você não se estressará tentando fazer programas para agradar a greguinhos e troianinhos ao mesmo tempo.

 

Liste tudo com antecedência

Criar com calma uma lista do que precisará colocar na mala e levar na bagagem de mão é fundamental. Assim, você terá tempo de comprar algo que estiver faltando ou mandar lavar determinada peça de roupa, por exemplo. Sem contar que não correrá o risco de esquecimentos.

 

Horário do vôo

Se for viajar de avião, poderá ser uma boa preferir vôos noturnos, quando existe a grande chance de o seu filho ir dormindo. Lembre-se de oferecer o peito – se estiver em idade de aleitamento –, uma chupeta ou uma mamadeira na hora da decolagem e da aterrissagem para evitar que a alteração de pressão do ar cause uma dor de ouvido.

 

Na estrada à noite

Viagens de carro também podem ser mais tranqüilas à noite, com a criançada dormindo. Providencie travesseiros e cobertas. Mas essa escolha só vale se a estrada estiver em boas condições e se os filhos dormirem bem mesmo presos ao cinto e à cadeirinha. Caso contrário, em nome da segurança, o melhor é ir de dia.

 

Viagens diurnas

De carro, de avião ou de ônibus – não importa. Se a idéia é viajar durante o dia, melhor levar brinquedos e até mesmo jogos e livros para os maiorzinhos. O ideal é comprar algo novo. Uma surpresa segura a atenção dos pequenos por mais tempo. Papel e lápis de cor não podem faltar, assim como a criatividade para inventar distrações diferentes.

 

Um lanche vai bem

Leve biscoitos e frutas para as crianças beliscarem. No carro ou no ônibus, vale também carregar água mineral, mas evite que tomem líquido em excesso para que a necessidade de urinar não seja tão freqüente. Alimentos mais pesados, como os salgadinhos, devem ficar de fora da viagem, já que disparam o enjôo. De qualquer forma, é bom levar saquinhos para vomitar, se necessário (tomara que não!), e para servir de lixeira. Lencinhos umedecidos também ajudam na limpeza.

 

Leite em pó

Se o seu filho já não tem idade de ser amamentado no peito e consome leite em pó, talvez seja o caso de levar latas em quantidade o suficiente para toda a temporada, se está indo para o exterior. É bem possível que você não encontre o mesmo produto a que ele está habituado no destino. Por outro lado, economize nas fraldas e papinhas industrializadas, que, além de tudo, ocupam um tremendo espaço na mala. As marcas são internacionais e você poderá encontrá-las com facilidade.

 

Ao reservar o hotel

Repare se o estabelecimento disponibiliza uma área para aquecer mamadeiras e preparar a comida do bebê. Outra opção é habituar o seu bebê à mamadeira em temperatura ambiente e à papinha industrializada antes de viajar. Lembre-se de que, se ele é muito pequeno, a mamadeira e a chupeta – se usar o acessório – devem ser esterilizadas. Se não você tiver um equipamento portátil para isso, converse com o pediatra sobre a possibilidade de higienizá-las com uma solução de hipoclorito de sódio misturado à água. Também na hora da reserva, informe-se se há berço no quarto e travesseiros menores e anti-sufocantes. O ideal mesmo é levar o travesseiro de casa. Se não houver berço, pode-se adquirir um modelo portátil, próprio para viagens, ou se conformar em colocar a criança entre os pais na cama de casal.

 

Passeios mais curtos

Sim, as crianças têm “prazo de validade” ao longo de um dia. Não vale a pena sacrificá-las, por exemplo, em excursões demoradas ou insistir para que fiquem muitas horas na rua sem descanso. Aliás, no verão, prefira sair bem cedo ou mais no fim da tarde, quando o sol está mais fraco. No inverno, se o destino é um lugar frio, faça o oposto: fique até mais tarde no hotel e só mostre a cara na rua no fim da manhã, quando o clima estiver um pouco mais quente.

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