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Para um parto tranquilo

Cyntia Nogueira Atualizado em 02.12.2011
Para um parto tranquilo
Getty Images

A mulher precisa ter boa resistência muscular e cardiorrespiratória para que o bebê chegue ao mundo tranquilamente. Então, comece a malhar agora

Quem diria? Praticar uma atividade física antes de engravidar aumenta as chances de um parto normal rápido, sem complicações e com menos dor. A razão é simples. A mãe precisa ter uma boa resistência muscular e cardiorrespiratória para que o bebê chegue ao mundo tranquilamente. “O parto exige muito da capacidade física da mulher. É como se fosse uma atleta que disputa uma corrida de 100 metros”, compara Fátima Palha, professora de fisiologia do exercício da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Não por acaso, a recomendação para superar esse desafio numa boa é suar a camisa e entrar em forma desde já.

 

Os exercícios têm uma influência direta no metabolismo, aquele conjunto de reações químicas responsáveis pela síntese e degradação dos nutrientes nas células. Em outras palavras, a ginástica acelera esse processo. Para resumir a ópera, toda essa atividade do organismo garante uma produção adequada de adenosina trifosfato, a ATP, uma molécula propulsora da contração muscular. Isso é uma boa para a gestante, que terá energia de sobra para fazer esforço na hora de o bebê nascer.

 

A prática de esportes também melhora a capacidade de eliminar calor pelo suor, equilibrando a temperatura do organismo. Eis aí outro ponto positivo para a hora do parto. Isso porque um corpo superaquecido consome mais energia, deixando a futura mãe à mercê da fadiga. Além disso, a mulher que faz ginástica adquire mais resistência e tolerância à dor. Afinal, a atividade física deflagra a produção de endorfinas, um tipo de analgésico que o corpo produz naturalmente.

 

A boa forma física ainda ajuda a evitar complicações no pós-parto. Depois de dar à luz, as fibras musculares do períneo ficam distendidas. Essas estruturas se recuperam de maneira mais rápida em quem exercita essa região do corpo. “Isso porque os músculos se tornam mais elásticos, evitando problemas como a incontinência urinária”, explica a ginecologista e obstetra Thaís Sanches Domingues, especialista em reprodução humana da Clínica Huntington, em São Paulo.

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