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Família

Pai, essa figura essencial

André Santoro Atualizado em 13.01.2012
Pai, essa figura essencial

Getty Images

A importância da referência paterna para o desenvolvimento infantil

 

O número de separações é cada vez maior, casais homossexuais começam a conquistar o direito de adotar crianças... O universo familiar passa por um processo de transformação no mundo todo. Mas o pai continua ocupando um espaço indispensável na vida de qualquer criança. Por quê? "Existem diferenças bem claras quanto aos papéis desempenhados pelo pai e pela mãe no desenvolvimento emocional dos filhos", diz o psicólogo Aguinaldo José da Silva Gomes, da Universidade Estadual Paulista. Segundo a abordagem da psicologia, a mãe é mais associada ao mundo interno da criança, ao cuidado e ao provimento. "Mas o mundo cultural, a autonomia e as escolhas são aspectos relacionados à figura paterna", explica Aguinaldo.

Essa distinção de papéis exige alguns cuidados. Em primeiro lugar, é preciso garantir, sempre que possível, que o pai e a mãe participem ativamente do cuidado com os filhos, mas cada um no seu espaço, pois a criança precisa vê-los como duas pessoas diferentes. Do lado do pai, o afeto e a presença constantes garantem uma evolução cultural saudável. "Um filho acompanhado corretamente pelo pai tem muito mais chances de ir bem na escola, por exemplo, do que aquele cujo pai é ausente", afirma Aguinaldo Gomes.

E quando o pai ou a mãe, por algum motivo – falecimento, separação, viagens constantes – não podem participar do crescimento da criança? Não é preciso lamentar nem esperar sentado por uma tragédia no desenvolvimento dos filhos. A partir desses desafios, muitos pais assumem o papel das mães e vice-versa. Em sua pesquisa de doutorado, a psicóloga Maria Luiza Mello de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acompanhou a rotina de 16 pais que cuidam sozinhos de seus filhos. E chegou à conclusão de que eles podem, sim, assumir os dois papéis sem grandes traumas. "Quando não há a figura da mãe, ou quando ela é ausente, os pais cuidam. E cuidam muito bem", diz a pesquisadora. Basta ter coragem. E vontade de fazer direito.

 


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