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Saúde

O que esperar da primeira semana após o parto

Giuliano Agmont Atualizado em 28.01.2014
O que esperar da primeira semana após o parto
Getty Images

Os pés incham, as mamas esquentam, a barriga fica flácida e a tristeza aperta o coração. É a transição da gestação para a maternidade. Aprenda a lidar essas reações

 

Coceira e dor

A mulher costuma passar dois ou três dias no hospital após o parto. É um período de recuperação supervisionada, principalmente para as que fizeram uma cesárea. Mulheres submetidas à cirurgia começam a sentir os efeitos da operação já na sala de parto. A anestesia aplaca a dor, mas também pode causar coceira. Passado o efeito anestésico, de 12 a 24 horas após o parto, a mamãe sente dores na região da cicatriz e tem dificuldade para se movimentar. As que realizaram o parto normal têm uma recuperação mais rápida, muitas nem parecem que tiveram filho, a não ser pela exaustão, já que o procedimento consome muita energia. Ainda na maternidade, a mulher tem que iniciar a amamentação e, nessa hora, precisa de orientação, paciência e persistência até ajustar a pegada da boca do nenê na auréola do peito, e não só no bico. E ninguém nasce sabendo. Nem o bebê nem a mãe. Nos primeiros dias, a mãe produz pouco leite, o chamado colostro, vital para a saúde da criança.

 

Pós-operatório

Como qualquer cirurgia, a operação cesariana gera trauma e deixa vulnerável a região abdominal da mulher. Além da cicatriz e do curativo, a incisão dificulta os movimentos e provoca dor. A perda de sangue também pode favorecer anemia, tontura e mesmo dor de cabeça. Por isso, a mãe precisa tomar alguns cuidados, principalmente até tirar os pontos, o que acontece de uma semana a dez dias depois do parto. Ela não pode ficar parada, mas também não deve fazer muito esforço. É um período de resguardo. Dirigir, ter relação sexual, subir escadas, fazer trabalhos domésticos, levantar peso... Tudo isso está terminantemente proibido. Dependendo do material, o curativo da cesárea deve ser trocado de 12 em 12 horas, e é preciso ficar atento a qualquer sinal de infecção. Por isso, o parto normal é sempre preferível. Nesse caso, os dias seguintes são menos traumáticos, sem cicatrizes ou dores mais agudas.

 

Pés inchados

Durante a gestação, o útero comprime a veia que recebe o sangue dos membros inferiores – a chamada veia cava, a que tem o maior calibre do corpo humano. Isso gera um congestionamento sanguíneo e o sistema vascular de pernas e pés extravasa líquido para a camada subcutânea, provocando edemas. Além disso, a mulher tende a reter líquido durante a gestação e, para o procedimento de parto, recebe muito soro fisiológico. O resultado é o inchaço do corpo, em geral e dos pés, em particular. Quando a criança nasce, a tendência é que o organismo volte ao normal, mas isso pode demorar, pelo menos, uma semana. Por isso, os pés ficam tão inchados após o parto. Nesse período, é importante andar para ativar a panturrilha e bombear o sangue dos pés para a circulação geral. Fazer atividade física, controlar o ganho de peso e usar meias elásticas durante a gravidez também garante pés menos inchados.

 

Mamas quentes

O bebê nasce bem nutrido. No útero, ele recebeu tudo o que precisava para suportar bem os primeiros dias de vida. Nesse período, o leite da mãe ainda é escasso, mas fundamental para a criança, principalmente porque ativa seu sistema imune, ainda imaturo. Porém, por volta do terceiro dia após o parto, há o que os médicos chamam de apojadura, que é a descida do leite. Ele vem mais grosso e mais branco. O peito incha e esquenta. Às vezes, a mãe tem até um pouco de febre. Tudo isso é normal e, para aliviar a situação, basta dar o peito ao filho. Com o tempo, a fome do bebê e a descida do leite entram em sincronia. Mas atenção: a pegada da criança precisa ser correta, caso contrário, pode provocar fissuras e inflamações nos mamilos, que causam dor e febre.

 

Tristeza inexplicável

Ter um filho gera insegurança em qualquer mulher. Em maior ou menor grau, a mãe se defronta com uma sensação de incapacidade e fica mais fragilizada, desde a gestação. Quando a criança nasce, as emoções se exacerbam e, muitas vezes, a mulher é tomada por uma angústia inexplicável. A falta de suporte afetivo tende a agravar o quadro. Problemas com o marido, filho não planejado e ambiente familiar conflituoso podem precipitar esse tipo de tristeza. Em casos mais agudos, é preciso investigar uma eventual depressão pós-parto, que tem como principais sintomas choro fácil, alterações de humor, cansaço excessivo, insônia, irritabilidade e desconcentração. Claro que o diagnóstico só quem faz é o médico, mas é importante a mulher estar atenta e conversar sobre o assunto. Pedir ajuda faz toda a diferença nessa hora. Até porque muitas mães simplesmente param de cuidar do filho.

 

Barriga flácida

Durante a gestação, tanto o útero quanto a pele que o envolve sofrem profundas transformações. Eles precisam se distender para a criança se desenvolver. Quando o bebê deixa o ventre da mãe, inevitavelmente aquela estrutura elástica permanece distendida durante algum tempo. O prazo depende do metabolismo e do comportamento de cada mulher, mas costuma ser de três meses. Nessa hora, a principal aliada da mulher é a amamentação, que estimula a produção de um hormônio, a ocitocina, responsável pela contração das fibras musculares do corpo inteiro, incluindo as do abdômen. Ou seja, quando a mãe amamenta, a barriga volta ao normal mais rapidamente. Na primeira semana, alguns médicos recomendam que a mamãe use uma cinta abdominal. Não para voltar mais rápido, e sim por segurança psicológica e conforto – após o parto, parece que tudo está solto. Outra medida importante para evitar problemas com a barriga é o controle do peso. A mulher deve ganhar de 9 a 12 quilos, em média, durante a gravidez. No máximo, 15 quilos, o que já é muito. Mais que isso significa problemas para emagrecer depois, além de estrias e celulites, quase sempre irreversíveis. Nesse caso, a melhor dica é engravidar já dentro do peso, fazer atividade física orientada durante a gestação e cumprir sempre uma dieta equilibrada. Em casos mais complicados, há a opção de fazer uma cirurgia plástica.

 

Fontes

Fernanda Campos da Silva, obstetra, secretária da Comissão de Perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia, e Antônio Júlio Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina.


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