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Saúde

Medicina Fetal

Redação Atualizado em 03.01.2012
Medicina Fetal
Getty Images

Conheça alguns dos problemas que essa especialidade já é capaz de corrigir ainda na barriga da mãe

 

Síndrome de transfusão feto-fetal

Acomete uma em cada três gestações de gêmeos idênticos. Um dos fetos doa sangue para o outro e, com isso, termina bem debilitado. Se nada for feito nos casos graves, as chances de morte de ambos os irmãos é de 90%. A intervenção, no caso, usa o laser para acabar com os vasos comunicantes na superfície da placenta. E isso salva pelo menos uma das duas crianças em 80% dos casos. O procedimento, porém, deve ser realizado entre a 20ª e 26ª semana de gravidez.

 

Feto acárdico ou transfusão arterial reversa

Também acontece em gestações de gêmeos. Um deles apresenta um problema grave no coração e não tem condições de sobreviver. Mas o feto com o coração normal bombeia sangue para si mesmo e para o irmão, correndo o risco de sobrecarregar seu sistema circulatório. A cirurgia, também feita a laser por meio do fetoscópio, interrompe a circulação de sangue para o feto doente. As chances de sobreviência do feto normal, então, passam a ser de 90%.

 

Teratoma sacrococcígeo e tumor gigante de pescoço

Tumores geralmente benignos, eles aparecem na região sacral, entre as nádegas, ou na região do pescoço do feto. Na maioria das vezes, pode ser operado depois do nascimento. Mas, em alguns casos, crescem muito rápido e chegam a atingir o mesmo peso do bebê. Graúdos desse jeito, sobrecarregam o coração, que afinal também bombeia sangue para as células tumorais. A cirurgia, no caso, usa o laser para destruir vasos do tumor. Ao receber menos abastecimento de sangue, o crescimento é freiado, e o coração do feto, poupado.

 

Corioangioma placentário

Trata-se de outro tumor geralmente benigno, que cresce na placenta e disputa com o feto o suprimento sanguíneo. Em algumas situações, ele pode crescer tanto que provoca uma enorme sobrecarga no coração da criança. Afinal, ele passa a bombear sangue para si e para o tumor. A fetoscopia com laser permite, mais uma vez, acabar com os vasos que alimentam o tumor, interrompendo o crescimento indesejável.

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