Saúde
Mamãe coragem
Açúcar demais no sangue durante a gravidez também traz problemas para a mãe. Por isso é tão importante manter a glicose sob vigilância
Há algumas décadas, quando os tratamentos para o diabete ainda engatinhavam, as mulheres portadoras dessa doença não eram encorajadas a ter filhos. Hoje, a realidade é outra. Qualquer uma pode realizar o sonho de ser mãe - mesmo aquelas que descobrem a doença antes da gravidez.
E, por falar nisso, vale dizer que o diabete em si não reduz as chances de engravidar. Só não dá para bobear. Isso porque, além dos males a que o bebê está sujeito, vários problemas podem tirar o sono das mamães que não fazem um acompanhamento médico rigoroso.
Algumas consequências estão na ponta da língua de todo diabético: aterosclerose, hipertensão, dificuldades de coagulação, perda de sensibilidade e problemas cardiovasculares em geral. Mas há outros males específicos da gravidez. Um deles é a candidíase, uma infecção vaginal que já é por natureza bastante comum em gestantes, mas que se torna ainda mais freqüente naquelas que desenvolvem diabete durante a gravidez. "Parte do excesso de glicose no sangue se transforma em ácido lático, que aumenta a acidez da vagina e favorece o surgimento de infecções", justifica o obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Israelita Albert Einstein.
































