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Saúde

Gravidez segura

Deborah Trevizan Atualizado em 14.03.2012
grávida dormindo
Getty Images

Na gestação tudo muda. Até o centro de gravidade do corpo é outro. Além disso, você precisa se adaptar a novos hábitos enquanto espera pelo nascimento do bebê, como pintar o cabelo e dormir. Para ajudá-la a passar os noves meses sem riscos, elencamos os principais cuidados para evitar problemas.

Equilíbrio

A Dra. Viviane Monteiro, ginecologista e obstetra do Rio de Janeiro, explica que, em uma mulher não grávida, o centro de gravidade está localizado bem em frente à coluna vertebral, na altura dos rins. Mas, na gestante, é mais embaixo. “Devido ao crescimento uterino-abdominal e ao aumento das mamas, há uma tendência de deslocamento para frente. Para compensar, o corpo se projeta para trás, os pés se distanciam e a porção cervical da coluna alinha-se para frente, fazendo com que o caminhar da gestante seja comparada à dos gansos, chamada marcha anserina, deixando-a desajeitada e inclinada a tropeçar e cair”, completa a médica.

 

Atenção redobrada

A ginecologista e obstetra Catia Chuba explica que não é só o centro de gravidade que muda devido ao peso da barriga. Todas as articulações e tendões sofrem um certo "amolecimento" e isso predispõe a gestante a entorses e quedas. “Por isso, é super importante evitar saltos muito altos. Os vestidos longos também são problemáticos, pois, sem querer e sem enxergar direito os pés, ela pode pisar nele, tropeçar e cair.” Ela ainda completa que as alternativas seguras são o uso de sapatos, sapatilhas e sandálias baixas ou, no máximo, com salto quadrado de 3 a 4 cm. E não é preciso ficar deselegante por conta disso. Existem ótimas opções no mercado.

 

O vestuário da mulher grávida deve se adaptar às alterações manifestadas pelo corpo. As roupas devem ser amplas e confortáveis, principalmente as íntimas, como os sutiãs e calcinhas, não exercendo compressão em qualquer parte do tórax ou abdômen e devem permitir a transpiração e a total liberdade dos movimentos. Cintas apertadas e ligas são proibidas.

 

Veja também: O que vestir durante a gravidez?

 

Caminhando com segurança

Como todo o cuidado é pouco, chãos molhados e encerados precisam ser evitados. Eles também podem provocar escorregões e quedas.

 

E no dia a dia, além de usar um calçado confortável e caminhar com passos curtos, a gestante deve sempre ficar atenta aos desníveis do solo.

 

O sol também precisa ser evitado, principalmente entre 10 e 16 horas. E sempre usar protetor solar, pois a pele da gestante sofre mais com o os raios solares. Isso acontece porque, quando a mulher está grávida, o nível dos hormônios estrogênio e progesterona aumentam deixando a melanina ainda mais sensível à agressão solar. “Por isso, a grávida tende a ter mais manchas, de características fortes e resistentes”, explica a Dra. Viviane. E não esqueça dos óculos escuros e chapéu de abas largas.

 

Leia também: O que você pode ou não fazer na praia ou na piscina

 

É extremamente importante o consumo de muito líquido, seja água mineral ou de côco. E ingerir, no mínimo, três litros por dia. O corpo precisa ser hidratado, principalmente no verão e em épocas mais secas quando o calor e a perda de água corporal aumentam. A desidratação pode deflagrar contrações uterinas e até trabalho de parto prematuro.

 

Tudo mais leve

A gestante também não pode carregar peso e deve, sempre, respeitar os seus limites, prestando atenção às respostas que o corpo oferece ao esforço que está sendo realizado.

 

Cuidado redobrado nos transportes públicos. É preciso estar atenta a freadas bruscas, às cotoveladas no abdômen e empurrões. Sempre que possível, evite horários de pico. “A gestante deve saber se segurar e procurar local para sentar-se. Em ônibus e metrô ela pode entrar pela porta da saída para evitar as aglomerações e o “empurra-empurra” das pessoas”, completa a Dra. Viviane.

 

Para Catia Chuba, o problema maior é mesmo a aglomeração de pessoas e o ambiente quente. “A gestante normalmente já tem a pressão arterial mais baixa e uma certa predisposição a tontura e ambientes assim podem deflagrar mal-estares.” Por isso, o maior cuidado no transporte público é evitar ficar em pé, pois numa freada ou solavanco pode não ser tão fácil se equilibrar e se manter segura e procurar assento em local mais ventilado.

 

Sono

É sempre bom evitar refeições pesadas e alimentos picantes e muito temperados antes de se deitar. Já beber menos água no fim da tarde e à noite ajuda a reduzir as idas ao banheiro durante a madrugada. Não fazer exercícios três ou quatro horas antes de dormir também pode ajudar a ter um sono mais tranquilo. Alguns estudos mostram que exercícios muito perto da hora de deitar podem atrapalhar o sono profundo. E sempre se lembrar de dormir sobre o lado esquerdo do corpo. “Conforme a barriga vai aumentando, o útero pressiona a veia cava, principalmente quando a gestante dorme virada para o lado direito. Do lado esquerdo, essa acomodação deixa livre a veia que devolve o sangue da parte inferior do corpo para o coração” A médica ainda completa que a posição ajuda o sangue e os nutrientes a fluírem para o feto e para o útero com mais facilidade e ajuda os rins a eliminar os líquidos desnecessários. Mas, como é impossível dormir a noite toda do lado esquerdo, e o mais importante é evitar ficar de barriga totalmente para cima, ir alternando os lados e encontrando posições confortáveis. Outra dica da Dra. Catia é procurar se "calçar" com travesseiros para ficar mais confortável e evitar dores.

 

Saiba mais: Dicas para dormir melhor na gravidez

 

Na hora de ficar mais bonita...

Permanentes, tinturas com amônia ou outras substância tóxicas podem causar mal estar e afetar o bebê, principalmente no 1º trimestre de gestação. Já rinsagens, hennas e produtos sem amônia não fazem mal. Mesmo assim, antes de usar, é bom consultar o obstetra.

 

Produtos nocivos

É aconselhável que, ao mexer com amoníaco, água sanitária e outros produtos mais fortes, a futura mamãe use uma máscara no nariz para evitar a inalação desses produtos e luvas plásticas. Anestésicos inalatórios, inseticidas, tintas, vernizes e solventes também precisam passar longe das grávidas.

 

Fontes

Viviane Monteiro, ginecologista e obstetra, do Rio de Janeiro.

Catia Chuba, ginecologista e obstetra, de São Paulo.


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