Família
Gravidez e estresse não combinam
Se a sua meta é engravidar, saiba que para a ovulação acontecer, o aspecto emocional também deve estar em ordem. Por isso, mande as preocupações e a ansiedade para longe
O corpo humano é uma verdadeira máquina, cheia de engrenagens. Para uma peça girar de adequadamente, a que está posicionada logo adiante também precisa funcionar corretamente. Quando um lado se encontra em dificuldades, os problemas se refletem imediatamente no outro. Isso significa que, para a ovulação acontecer, o aspecto emocional também deve estar em ordem. É isso mesmo. Embora seja uma reação física, a liberação do ovo que será fecundado pelo espermatozoide acontece sob comando dos hormônios e estes, por sinal, são hipersensíveis às emoções, positivas e negativas.
Uma notícia muito triste, por exemplo, pode alterar a função do hipotálamo, que libera hormônios para os ovários funcionar. "Qualquer estresse físico ou emocional, ansiedade, angústia e depressão, levam o organismo a produzir substâncias derivadas da adrenalina que, em conseqüência, podem desencadear uma alteração da função do ovário e dificultar a implantação do embrião", explica o médico Edson Borges Jr., diretor científico do Centro de Fertilização Assistida Fertility, de São Paulo.
A boa notícia é que ao estresse do dia-a-dia, causado pela enorme quantidade de tarefas ou pelo chefe antipático, as pessoas se adaptam e o corpo se acostuma. O que provoca a oscilação hormonal é o evento inesperado. Os especialistas fazem um alerta importante: quando quiser engravidar, tenha calma. Ficar obsessivo com o assunto também atrapalha o processo. "As chances de um casal engravidar giram em torno de 20% ao mês", afirma o ginecologista Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. "E normalmente só começamos investigar se há problemas após um ano de tentativa", lembra o especialista.
































