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Comportamento

Gravidez depois dos 35

Suzana Dias Atualizado em 02.12.2011

Especialistas afirmam: as chances de engravidar naturalmente diminuem com o avanço da idade. Afinal, vale a pena adiar o sonho de ser mãe?

A veterinária Eni da Silva Firmino, 37 anos, de São Paulo, está feliz da vida: faz cerca de 40 dias que deu à luz a pequena Claire (veja a foto acima). Casados há 10 anos, ela e o marido, o enfermeiro Marcelo de Oliveira, 35, finalmente decidiram que era chegada a hora de aumentar a família. “Adiei a maternidade em nome da estabilidade profissional e financeira. Agora, estou numa fase em que posso me dedicar inteiramente à minha filha. Saí do meu emprego e pretendo ficar pelo menos um ano em casa com ela”, diz Eni.

 

Histórias como a dela têm se tornado cada vez mais corriqueiras nos consultórios dos obstetras. Por que a mulher moderna tem postergado a maternidade? Existem vários motivos. Além da preocupação em solidificar a carreira, muitas querem continuar tendo mais tempo para curtir amigos, viagens ou, simplesmente, encontrar o companheiro ideal. Essa demora intencional, no entanto, pode se tornar uma barreira ao sonho de ser mãe, mesmo com os avanços da medicina e as novas técnicas de reprodução assistida. “Conseguimos reverter vários problemas que impedem uma gravidez, mas ninguém consegue diminuir a idade de uma paciente”, diz João Ricardo Auler, ginecologista, obstetra e diretor-médico da Clínica Pró Nascer, no Rio de Janeiro. “Os primeiros óvulos que eclodem na juventude são os melhores. Já a partir dos 35 anos, sua qualidade cai significativamente.”

 

Para compreender como os anos pesam para o organismo feminino, basta saber que, passada a barreira dos 40, as chances de engravidar naturalmente giram em torno de 5% ao mês. Isso é o equivalente a um quarto das possibilidades de sucesso que existem antes dos 35 anos, quando a cada mês há 20% de chances de ocorrer a concepção. Dos 35 aos 40, essa probabilidade cai para 10%.

 

Apesar de muita gente acreditar que a medicina reprodutiva seja a solução definitiva, as coisas não são tão simples assim. É certo que os métodos artificiais de fertilização aumentam bastante a possibilidade de a mulher gerar um filho, mas existem limitações, sim. “Estudos apontam que a taxa média de gravidez após tratamentos de reprodução assistida para quem chegou aos 35 anos é de 36% a cada tentativa. Essa taxa decresce anualmente, atingindo 20% aos 40, e 10% a partir dos 44 anos”, afirma Eduardo Motta, professor de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, na capital paulista.


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