Manifesto Prêmio SAÚDE!
Flúor na medida certa
Nem de mais, nem de menos. Garanta a quantidade ideal para manter os dentes do seu filho saudáveis
O assunto promove longos debates. A incidência de cárie é 49% maior nas localidades que não têm água fluoretada, segundo o Ministério da Saúde. Muitos defendem a fluoretação porque fortifica o esmalte dos dentes, reduzindo em até 60% a prevalência de cáries. A medida facilita o combate à doença, que pode ser transmitida por gotículas de saliva.
Mas, há também quem argumente que a água com flúor artificial é desnecessária, já que a substância está presente em cremes dentais e seu excesso pode causar fluorose, doença caracterizada por manchas esbranquiçadas nos dentes e que normalmente acomete crianças menores de 6 anos. Mais do que um problema estético, cada pedacinho manchado significa uma dentição mais frágil, se não for tratado.
A Organização Mundial de Saúde preconiza de 0,6 a 0,8 miligramas de flúor por litro de água — um teor nem sempre respeitado. Alguns profissionais afirmam que as pastas fluoretadas só devem ser usadas pela meninada com cárie ativa. Para os pequenos felizardos que nunca apresentaram o problema, o creme dental sem flúor é mais indicado. De todo modo, maneire na pasta do seu filho. Uma quantidade mínima do produto já é suficiente para higienizar os dentes da criança.
Ou seja: mais vale uma boa escovação do que um monte de espuma. Além disso, engolir a pasta fluoretada pode causar a tal fluorose. Por isso, não custa lembrar: nada de deixar o creme dental perto da vista curiosa – e ao alcance das mãozinhas ágeis – da crianca, ou ela pode acabar ingerindo uma quantidade muito maior do que o aconselhável.

































