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Produção feminina independente: uma realidade cada vez mais presente no Brasil
Você sente que chegou o momento de realizar o sonho da maternidade? Os médicos Eduardo Motta* e Paulo Serafini*, diretores do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, um dos mais conceituados do país, esclarecem questões cruciais para auxiliá-la nessa jornada
Nos últimos anos, o perfil das famílias brasileiras tem mudado consideravelmente, principalmente em relação ao comportamento do público feminino, que está cada vez mais exigente e independente. A dedicação à vida profissional, o adiamento da gravidez e a falta de um parceiro fixo tem levado muitas mulheres solteiras a assumirem o controle e não dependerem mais de uma figura masculina para se sentirem realizadas. Hoje, as mulheres são muito mais seguras e sabem disso.
Tal autoconfiança tem levado muitas delas a optarem pela “produção independente” para a concretização do sonho de ter um filho. Assumem o papel de mãe e de pai ao mesmo tempo. O avanço dos tratamentos da medicina reprodutiva tem impulsionado um crescimento considerável na procura dos bancos de sêmen.
Há algum tempo, quando não havia esta oportunidade, muitas mulheres que queriam ser mães independentes, acabavam engravidando intencionalmente pelo método natural. Muitas vezes, recorrendo a um amigo que concordasse com a idéia. Porém, com a reprodução assistida já é possível realizar o sonho da maternidade de uma forma muito mais segura, profissional, livre de doenças infecto contagiosas e genéticas entre outras.
Nestes casos, a viabilidade da gestação ocorrer por meio de duas técnicas de reprodução assistida: a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro (FIV), mais conhecida como “bebê de proveta”.
De acordo com as condições médicas para ser elegida uma das técnicas de tratamento de reprodução assistida, as pacientes estudam o que estão se propondo e consentem com o uso de sêmen de um doador anônimo, embora saibam que, no mundo, ainda existe uma pressão cultural muito forte para os filhos conhecerem os pais biológicos. Afinal, quem é o meu pai? Um questionamento saudável para a realização da prática de inseminação com doador.
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Paulo Serafini - Médico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com Pós-doutorado em Endocrinologia Reprodutiva na University of Southern California School of Medicine, nos Estados Unidos, hoje é diretor do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva e co-responsável pelo Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. Também foi diretor do programa de Fertilização In Vitro, da Universidade da Califórnia
































