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Qual a diferença entre inseminação artificial e FIV?

Eduardo Motta Atualizado em 02.12.2011

Você sente que chegou o momento de realizar o sonho da maternidade? Os médicos Eduardo Motta* e Paulo Serafini*, diretores do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, um dos mais conceituados do país, esclarecem questões cruciais para auxiliá-la nessa jornada

Um dos principais desafios da reprodução assistida é encontrar os fatores que impactam na fertilidade de cada casal e individualizar o tratamento para aumentar as probabilidades de gravidez. Quando um casal procura orientação médica, eles não procuram uma técnica específica, e sim, uma solução para seu problema. O processo consiste em uma minuciosa avaliação para só então, ser indicado o procedimento mais adequado. Entretanto, sempre surge a dúvida: Qual a diferença entre inseminação artificial e a Fertilização in Vitro (FIV)?

 

A inseminação artificial consiste, basicamente, em facilitar o caminho percorrido pelos espermatozóides. Há casos em que a mulher tem, no colo do útero, anticorpos que os matam antes que possam alcançar o óvulo. Por isso, o sêmen do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. Aí, com o campo livre, a corrida até o óvulo ocorre sem problemas. Outro caso em que se usa essa técnica é quando o homem produz poucos espermatozóides. O sêmen é coletado e tratado para que sua concentração aumente.

 

Já na FIV, conhecida popularmente como "bebê de proveta", a origem da vida se dá fora do corpo da futura mãe. O primeiro passo é o uso de medicamentos que estimulem a produção de óvulos. Esses óvulos são aspirados por uma agulha e colocados em uma substância cheia de nutrientes, para mantê-los vivos. Aí, então, óvulos e espermatozóides são colocados no mesmo recipiente, para que haja a fecundação. Após sua fertilização, o óvulo é mantido em uma estufa, onde começa a ocorrer a divisão celular. Depois de se formarem oito ou 16 células, o embrião é colocado no útero da mulher.

 

Há ainda a FIV por ICSI – injeção intra-citoplasmática de espermatozóide –, caso em que um único espermatozóide é injetado em cada óvulo coletado. A técnica é bastante utilizada em casos de infertilidade masculina, quando a produção de espermatozóides é pequena, rara ou praticamente nula.

 

O mais importante é que o casal sempre passe por uma avaliação detalhada para um diagnóstico preciso do fator de infertilidade, permitindo assim, maiores chances de conseguir a tão desejada gravidez.

 

 

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Fertilidade em alta - Eduardo Leme Alves da Motta

Eduardo Leme Alves da Motta - Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, é doutor em Ginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). Professor adjunto da disciplina de Ginecologia e chefe do Setor de Ginecologia Endócrina da Unifesp, Eduardo Motta se especializou no Huntington Reproductive Center, na Califórnia. É diretor do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva e co-responsável pelo Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana

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