Saúde
Exame minucioso
A curva glicêmica é uma ferramenta importante para detectar o diabete antes que ele cause problemas à gestante
Não existe consenso entre os médicos quanto à necessidade de fazer exames detalhados de diabete em todas as gestantes. "Alguns preferem, sim, rastrear todas elas. Outros partem para o diagnóstico só quando há algum fator de risco, como idade acima de 35 anos, aborto anterior inexplicado, obesidade, histórico de diabete na família ou se o bebê dá sinais de alcançar mais de 4 quilos ao nascer", explica o endocrinologista Alex Carvalho Leite.
Na primeira consulta pré-natal, o ginecologista pede um exame de glicemia em jejum. O resultado desse teste deve ser inferior a 85 mg/dl de sangue. No entanto, mesmo quando o nível de açúcar fica abaixo desse patamar, e desde que haja pelo menos dois fatores de risco presentes, é solicitada a curva glicêmica.
O exame funciona assim: depois de beber uma espécie de concentrado de glicose, a gestante toma agulhadas de hora em hora para avaliar em quanto tempo esse açúcar todo vai desaparecendo da corrente sangüínea. Uma hora depois de ingerir o líquido, a glicose não deve ultrapassar 180 mg/dl. Duas horas depois, não pode ser superior a 155 mg/dl. E três horas mais tarde tem que estar abaixo de 140 mg/dl. Quando os índices ficam acima desses valores, é hora de partir para o tratamento. Quando ficam abaixo, o exame é repetido no último trimestre da gravidez, que é o período em que o problema costuma surgir com mais frequência.
































