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Desenvolvimento

Entrevista: Anna Marie Holm

Atualizado em 02.12.2011

Todo bebê é um artista. É o que garante Anna Marie Holm, autora do livro Baby-Art: os Primeiros Passos com Arte. Basta dar tinta, pincel, lápis e deixá-lo se expressar

Mas nada de ficar analisando os rabiscos infantis! O que menos importa é o resultado, diz a educadora dinamarquesa, que trabalha com crianças há quase duas décadas. O que vale, na opinião dela, é a oportunidade de os pequenos conhecerem as cores, nuances e texturas do mundo e interagir com o ambiente ao seu redor. O Bebe.com.br conversou com Anna Marie e descobriu que é muito simples transformar crianças em adultos mais criativos.

 

Qual a idade certa para começar?

 

Por volta dos 5 meses, a criança já consegue segurar objetos e fazer movimentos que vão além de um simples reflexo. Esse é o momento de começar. Você pode oferecer um lápis ou giz e observar enquanto o pequeno move as mãozinhas sobre o papel. Nessa fase, também é interessante deixá-lo brincar com jornais, pincéis e outras coisas para dobrar e amassar.

 

Como você vê a expectativa dos pais nessa hora?

 

Meu recado para eles é o seguinte: não fique esperando que seu filho, do dia para a noite, se transforme num pequeno Van Gogh. Aliás, os pais nem sequer devem questionar se a criança tem talento artístico ou não. Não há como saber. Se os bebês gostarem de arte, vão continuar buscando isso naturalmente.

 

E se a criança não tiver vontade de experimentar o que você está oferecendo?

 

Bem, você oferece giz e ele quer brincar com a vassoura? Dá uma folha de papel, mas ele prefere riscar a árvore? Sem problema. Não force a barra da criança e tente não exagerar nos estímulos. Existe um limite e, quando os pais não o percebem, o filho vai demonstrar. Se a pressão for grande, aí mesmo é que a criança vai deixar de lado a atividade.

 

O adulto precisa participar?

 

Ah, precisa. É uma tentação entregar o lápis e o papel para a criança e sair de fininho para fazer outras coisas. Os pais devem participar da brincadeira sempre que possível. O que mais importa é estar com o filho, relaxar e brincar ao lado dele. Rabiscando e pintando, qualquer adulto sente como se voltasse aos tempos de criança.

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