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Família

Dúvidas sobre fertilização assistida

Giuliano Agmont Atualizado em 26.04.2012
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Getty Images

O procedimento, os riscos e as probabilidades de sucesso da reprodução assistida

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, que é hoje uma moça de mais de 30 anos, as técnicas de fecundação assistida se tornaram rotina nas clínicas de reprodução humana no mundo inteiro. Casais que antes sofriam com a impossibilidade de engravidar aumentaram, e muito, suas chances de realizar o sonho de ter filhos. Tanto a inseminação artificial como a fertilização in vitro ainda geram dúvidas entre os casais com problemas de infertilidade, que afetam de 10 a 15% da população adulta. Veja o que os especialistas dizem sobre o assunto.

 

Posso escolher o sexo do bebê?

Somente em situações especiais, como diante da possibilidade de transmissão de doenças determinadas pelo sexo. A hemofilia é uma delas. Nesse caso, é feita uma fertilização em laboratório e, depois, os especialistas implantam, na mulher, apenas um ou dois embriões do sexo escolhido, masculino ou feminino. Os médicos não têm autorização do Conselho Federal de Medicina (CFM) para praticar, indiscriminadamente, a chamada sexagem, sob pena de sanções éticas. Além da sexagem, existem técnicas que aumentam as chances de o casal ter um menino ou uma menina. Na inseminação artificial, em que os gametas do homem são previamente coletados e depois implantados na mulher, é possível fazer uma seleção de espermatozoides masculinos ou femininos, conforme o que se deseja. Ou ainda: monitorar a ovulação e transferir os espermatozoides na melhor data. Os masculinos, mais rápidos e menos resistentes, chegam primeiro e levam vantagem, se forem implantados logo após a ovulação. Os femininos, mais lentos e mais resistentes, têm chance maior de fecundar o óvulo se a inseminação acontecer bem antes da ovulação. No entanto, alertam os especialistas, a reprodução assistida existe para ajudar casais com problemas de infertilidade, e não para a escolha do sexo do bebê.

 

Posso engravidar de gêmeos?

A gravidez de gêmeos é bastante comum nas técnicas de reprodução assistida. As chances de isso acontecer chegam a 25%. Ou seja, de cada quatro gestações com fertilização in vitro, uma é múltipla. Com a fertilização natural, a probabilidade é de 1%. Mas as novas normas médicas pretendem reverter essa estatística. Antigamente, transferia-se até quatro embriões para o útero da futura mamãe, mesmo em jovens. Hoje, mulheres de até 35 anos podem receber, no máximo, dois embriões. Mais do que isso, somente as mais velhas, menos férteis. Mulheres de 36 a 39 anos têm direito à transferência de três embriões e as acima de 40 anos podem receber quatro embriões. A gestação múltipla aumenta os riscos de hipertensão e diabetes na mãe e de nascimento prematuro dos filhos.

 

Quem é o responsável pela infertilidade do casal?

Meio a meio. O homem responde por 40% dos casos e a mulher também por 40%. Nos outros 20%, a infertilidade é conjugal, compartilhada por ambos.

 

Qual é a minha chance de engravidar na primeira tentativa?

Depende. Vários fatores podem influenciar o sucesso ou não de uma fecundação assistida. O principal deles é a idade. Mulheres mais novas têm mais chance de engravidar na primeira tentativa, com índices de 40 a 50%. Aos 40 anos, a probabilidade cai para 20% e continua declinando, conforme passa o tempo. Uma das maneiras de a mulher aumentar suas chances de engravidar é cuidar bem do corpo e da mente. Bebidas alcoólicas, cigarro, drogas, estresse excessivo e obesidade contribuem para a infertilidade. A primeira fase de um tratamento pode durar de quatro a cinco meses.

 

Vou conseguir engravidar com 100% de certeza?

Não, não há a garantia total, mas as técnicas evoluíram bastante nas últimas três décadas. Hoje, os especialistas em reprodução humana conseguem até injetar um espermatozoide dentro do óvulo (na verdade, do oócito). É a chamada ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides). Uma evolução dessa técnica, a Super ICSI, permite o aumento da visualização do espermatozoide acima de 6,5 mil, o que garante a escolha de um gameta morfologicamente mais propenso à fecundação.

 

A reprodução assistida engorda?

As técnicas de fecundação assistida preveem tratamento hormonal, que pode elevar a retenção de líquido. A ansiedade diante da situação também leva muitas mulheres a exagerar na comida, se preocupar mais com o filho e menos com o corpo. Há casos em que elas até perdem peso. Portanto, não existe regra. O ideal é que as futuras mamães ganhem entre 10 e 12 kg durante a gestação.

 

Existe um limite de idade para tentar a fertilização assistida?

A natureza é sábia. Ela preserva a fertilidade da mulher até idades em que a mãe ainda tem disposição física para tomar conta da prole. O pico de fertilidade da mulher se encerra, em média, aos 35 anos. Depois dessa idade, suas chances de engravidar começam a cair. É diferente do homem, que produz seus gametas a cada 70 dias e repete esse ciclo mesmo depois dos 65 anos. Já a mulher nasce com 400 a 500 mil óvulos e vai perdendo seus gametas conforme a idade avança. Com a aplicação de técnicas de reprodução assistida, mulheres de 45 anos ou mais conseguem engravidar, principalmente com o uso de óvulos doados. Mas a medicina tem limites.

 

A chance de meu filho nascer com problemas é maior?

Os especialistas em reprodução humana garantem que as chances de ter um filho com problemas de formação durante uma fecundação assistida não são maiores nem menores do que na reprodução natural.

 

Quanto custa o tratamento?

Seu custo varia de 5 mil a 20 mil reais. Com os medicamentos, os valores podem dobrar. Médicos especialistas em reprodução humana, embriologistas, urologistas, geneticistas e outros profissionais participam do processo de seleção e preparação de embriões capazes de gerar uma gravidez.

 

Qual é o método mais indicado?

A técnica mais eficaz ainda é a fertilização in vitro. Por isso, ela é indicada em casos complexos de infertilidade. Mas a inseminação artificial e o coito programado podem ser suficientes para viabilizar a gravidez de muitos casais.

 

 

Fontes

Médico Ricardo Baruffi, ginecologista do Centro de Reprodução Humana Professor Franco Junior, em Ribeirão Preto (SP);

Médico Gilberto da Costa Freita, ginecologista, responsável pelo setor de reprodução humana do Hospital Pérola Byington e membro da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana).


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