Educação
Dúvidas sobre como escolher a escola do seu filho
Especialistas respondem as principais perguntas dos pais que estão em busca de uma escola para o pequeno
1. Como devo começar a seleção da escola?
Com uma conversa em família para traçar os critérios que o casal considera significantes para uma boa educação. “Os pais devem procurar contemplar nessa escolha aquilo que para eles é crucial e coerente com as suas expectativas e ideais”, avalia Ângela Vorcaro, psicóloga infantil e professora da Universidade Federal de Minas Gerais.
O próximo passo é visitar as instituições. “De preferência, em vários horários”, defende a psicopedagoga Betina Serson, da consultoria pedagógica Potential (http://www.potential.com.br/). No lugar, os pais devem observar as instalações, as condições de segurança e a localização. É bom que a escola seja perto de casa ou do trabalho dos pais. Enfim, fácil para que os pais ou os parentes possam ir até o lugar com rapidez em caso de uma emergência.
2. Quem devo procurar dentro das instituições?
O coordenador, o diretor ou o orientador pedagógico. Esses profissionais irão oferecer informações internas que todo pai precisa saber, como a linha pedagógica adotada, os padrões de conduta e os princípios da instituição. Uma boa dica é procurar pais que já tenham crianças matriculadas ali e ouvir a opinião deles sobre o lugar.
3. Preciso consultar um psicólogo ou um pedagogo antes de decidir?
Não. “Os pais não devem – e nem podem – abrir mão de sua responsabilidade. A escolha de escola não é um assunto de especialista, mas do saber dos próprios pais sobre seus filhos e sobre o que os leva a fazer escolhas para eles”, afirma Ângela Vorcaro.
4. O que devo ponderar na hora de decidir?
Além dos atributos físicos da escola, o valor da mensalidade é um ponto de partida para a pré-seleção. Não adianta escolher a instituição que você e seu marido consideram perfeita se o lugar não está de acordo com a renda familiar. “O preço da mensalidade sempre será compatível com as atividades que o colégio vai promover, com o material didático e as programações extracurriculares”, avisa Betina. Escolher uma instituição que destoe da realidade financeira da família pode desembocar em constrangimentos para a criança.
Observados esses aspectos, o casal deve partir para a avaliação da linha e da metodologia seguidas pela instituição. Eles devem ser compatíveis com o perfil da família e com a personalidade da criança.
5. Devo procurar matricular meus filhos na mesma escola?
Não necessariamente. Colocar irmãos em um mesmo colégio apresenta certas vantagens, como descontos em mensalidades e matrículas, e também traz a facilidade logística. Mas existem famílias cujos filhos se comportam de formas muito destoantes e é possível que um deles não se adapte a um perfil de ensino.
6. Vale a pena investir em ensino bilíngue?
Em escolas de ensino bilíngue, a criança aprende duas línguas ao mesmo tempo. Dependendo da instituição, o conteúdo programático é nacional ou da segunda língua ensinada.
Essa opção é válida para três casos: crianças cujo um dos pais pelo menos é estrangeiro, que tenha descendência e dupla nacionalidade ou filhos de pais que provavelmente pretendem morar fora do país. Fora isso, o ensino bilíngue para uma criança que mora aqui perde o sentido, pois inevitavelmente ela não se desenvolverá no português como deveria para enfrentar o mercado.
7. Quando é indicado colocar a criança em uma escola internacional?
As escolas internacionais oferecem na íntegra o currículo e a metodologia estrangeiros. Os alunos recebem aulas de todas as matérias, como matemática e ciências, na outra língua, enquanto o português é mais uma das disciplinas. “Juntamente com as matérias, as teorias e as práticas de ensino, vêm os conteúdos subjetivos. Neles estão os aspectos culturais de uma nacionalidade.
Em uma escola internacional, eles serão dados de acordo com a história e os costumes daquele país, ou seja, muitas vezes não farão sentido para uma criança brasileira”, ressalta Betina. Por esse motivo, o critério para matricular uma criança em um colégio americano, alemão, francês ou de qualquer outra linha estrangeira é o mesmo válido para o ensino bilíngue. Se o seu filho não tem a pretensão para completar o ensino em outro lugar, tampouco se mudar do país, não é prático matriculá-lo em uma escola internacional.
8. Tudo bem deixar a criança chorar no berço durante um período sem atendê-la?
É fundamental conferir se está tudo bem com o bebê quando ele chora. Feito isso, os pais podem deixá-lo choramingando desde que se mantenham por perto. Uma dica é conversar com ele, contar histórias, cantar canções de ninar e passar a mão pela sua barriga. “Não é necessário dar colo sempre que a criança chora. Muitas vezes, é aí que começa o mimo em excesso”, afirma a enfermeira Daisy Leite.
9. O que fazer se o bebê não para de chorar mesmo com as várias tentativas dos pais de acalmá-lo?
Converse sempre com o pediatra para obter orientações de como proceder nesses casos e procure a ajuda de especialistas se o seu filho apresentar um choro diferente ou algum sintoma como febre, tosse, erupções na pele, diarreia, vômito, abdômen inchado, falta de contato visual e estado de quietude anormal.
Existem síndromes e doenças que comprometem o choro do bebê. A psicomotricista Dione Macêdo, que trabalha na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), do Rio Grande do Norte, costuma lidar com crianças que apresentam choros anormais desde os primeiros dias de vida. De acordo com ela, quem tem problemas neurológicos sérios, por exemplo, pode apresentar uma irritabilidade contínua e um choro estridente e muito nervoso. Em outros casos, como bebês com cardiopatias graves, o choro geralmente é fraco.
































