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Saúde

Doenças crônicas antes da gravidez

Rachel Campello Atualizado em 26.04.2012
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Getty Images

Durante noves meses de gestação, o corpo da mulher passa por inúmeras mudanças e adaptações. As que já têm uma doença devem redobrar os cuidados antes mesmo de engravidar

Para quem é saudável, o desafio da gravidez é grande, pois a mulher vai enfrentar enjôos, ganho de peso, varizes, dores nas costas. Já àquelas que têm uma doença, os cuidados devem ser redobrados e devem começar antes mesmo de engravidar. "As doenças não são fatores de impedimento", afirma Alberto d´Auria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo. "Mas é importante avaliar os riscos para a gestante e para o feto", recomenda.

 

Doenças da tireóide: como os hormônios da glândula são essenciais para o desenvolvimento cerebral do bebê e para a manutenção da gravidez, é necessário e seguro que a mulher com esse problema e que deseja engravidar continue a tomar a medicação. O médico precisa, no entanto, adequar a dose conforme a gravidez avança.

 

Diabete: o controle deve ser rígido antes de engravidar e também durante os nove meses de gestação. A grande quantidade de glicose no sangue nas primeiras semanas pode comprometer o desenvolvimento do feto e causar malformações por isso é de extrema importância planejar a gravidez. Além disso, quando a glicose está alta para a mulher, ela também está elevada para o bebê, o que o obriga a produzir mais insulina. Esse desequilíbrio pode provocar hipoglicemia na criança ao nascer.

 

Hipertensão: mulheres que têm pressão arterial elevada antes de engravidar devem seguir um acompanhamento médico rigoroso durante os nove meses. Isso porque se a pressão se mantiver elevada durante a gravidez, o parto pode ser antecipado para não prejudicar a saúde do bebê nem da mãe. Existem muitos remédios para controlar a hipertensão que podem ser usados durante a gestação.

 

Epiléticas: estudos mostram que as mulheres portadoras de epilepsia podem gerar e dar à luz um bebê com saúde. Elas só estão mais sujeitas às náuseas e aos vômitos. Os especialistas alertam, no entanto, que a gravidez deve ser planejada com antecedência para que a medicação seja adaptada. Muitas pacientes controlam a doença com uma combinação de drogas. O ideal é usar apenas uma. Além do ácido fólico, a gestante também precisa de suplementos de vitamina K, pois alguns remédios prejudicam a sua absorção. E a carência desse nutriente pode provocar hemorragia no bebê.

 

Obesas: para essas mulheres, o risco de desenvolver hipertensão ou diabete durante a gravidez é mais elevado. O trabalho de parto também pode se tornar mais complicado, principalmente se for preciso fazer uma cesárea. Mas um dos maiores problemas relacionados à obesidade é a dificuldade para engravidar. Segundo os especialistas, cerca de 12% dos casos de infertilidade são provocados pelo excesso ou falta de peso, uma vez que o tecido adiposo tem interferência no equilíbrio hormonal, principalmente do estrógeno. A recomendação para quem precisa se acertar com a balança é: emagreça antes de engravidar e cuide do peso durante os nove meses. De acordo com o ginecologista Alberto d´Auria, a fórmula para calcular o número máximo de quilos a mais permitidos numa gestação é a seguinte: peso inicial x 5% + 6. Exemplo: a mulher que pesa 50 quilos pode engordar um total de 11 quilos.


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