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Saúde

Dez problemas de saúde comuns na gravidez

Giuliano Agmont / Foto Gustavo Arrais Atualizado em 05.12.2011
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Getty Images

Conheça os principais inconvenientes que acometem as gestantes, suas causas e as saídas para se ver longe deles

1. Inchaço

- Causa

Durante a gravidez, o volume sanguíneo que circula pelo corpo aumenta cerca de 60%. Esse fenômeno favorece a retenção de líquidos, o que provoca o tão indesejado inchaço em boa parte das gestantes. Nessa hora, é importante ficar atenta ao peso. O recomendável é que as grávidas ganhem de 500 g a 1,5 kg por mês.

 

- Solução

Se o inchaço for demasiado, é preciso reduzir a ingestão de sal, que contribui para a retenção de líquidos. Além disso, para não engordar além da conta, é necessário manter uma alimentação balanceada e praticar uma atividade física regular – desde que não haja uma contraindicação para isso.

 

2. Nariz entupido

- Causa

O aumento do volume sanguíneo, associado aos estímulos hormonais próprios da gestação, pode levar ao acúmulo anormal de líquidos nas mucosas nasais. É justamente a formação desses edemas que faz com que a mulher fique fungando mesmo sem estar gripada.

 

- Solução

Assoar e limpar o nariz com água são medidas quase instintivas de qualquer gestante que sofre com congestionamento nasal. O problema é que nem sempre essas medidas são suficientes. Se você não dorme direito e tem muita dificuldade para respirar, tente fazer uma inalação de soro fisiológico ou vapor. Caso persista o desconforto, existem medicamentos que podem ser usados com moderação e sob orientação médica, caso dos vasoconstritores, que são aplicados diretamente nas vias nasais em forma de soro.

 

3. Dores

- Causa

O bebê precisa de espaço para crescer. Por isso, a cada etapa da gestação, o útero se expande e provoca desconfortos. Basicamente, ele repuxa ligamentos e comprime vísceras, causando dores lombares, abdominais e laterais. O incômodo não é contínuo. Manifesta-se de forma mais aguda durante o período de acomodação dos órgãos, mas depois tende a perder intensidade, até cessar. Por causa disso, é comum que a mulher tenha, durante os nove meses, entre 15 a 20 surtos de dor.

 

- Solução

Se a sensação dolorosa for insuportável, os médicos costumam prescrever analgésicos apropriados para gestantes – vale ressaltar que apenas seu obstetra pode receitá-los. Pensar que em alguma hora as dores passam também pode tornar a convivência com elas menos sofrida.

 

4. Prisão de ventre

- Causa

A progesterona produzida pela placenta para viabilizar a gravidez mexe com o corpo da mulher. Isso ocorre porque o hormônio sexual feminino tem incontáveis efeitos metabólicos. Um deles é o relaxamento muscular das paredes do tubo digestivo, o que dificulta o movimento peristáltico. Em outras palavras, deixa o intestino mais preguiçoso e provoca a famigerada prisão de ventre ou a dificuldade em evacuar.

 

- Solução

Algumas mulheres já convivem com o problema e a gravidez apenas o agrava. Nesse caso, é importante seguir as orientações médicas. Comer mais fontes de fibras e beber bastante água – pelo menos 2 litros por dia – ajuda, e muito. Alimentos como mamão, laranja com bagaço, maçã com casca, verduras e grãos integrais, especialmente a linhaça, são boas pedidas para auxiliar o bom funcionamento do intestino. Quem preferir pode também incluir na dieta os leites fermentados e iogurtes. São os chamados probióticos, conhecidas armas no combate à prisão de ventre.

 

5. Tontura

- Causa

A irrigação sanguínea da placenta reduz a força de vazão de todo o sistema circulatório da mulher. Resultado: cai a pressão arterial e a gestante enfrenta uma espécie de letargia. É como se um grande lago se formasse no meio de um rio tempestuoso e o deixasse mais calmo. Além de tontura, a grávida pode apresentar sonolência, indisposição e desmaios. Esse quadro normalmente se acentua no segundo trimestre da gravidez.

 

- Solução

Existem medicamentos orais prescritos pelos médicos que podem ser carregados a tiracolo – os chamados vasoconstritores. Devem ser administrados naquelas situações em que a vista escurece ou há um mal-estar súbito. Deitar de lado e respirar fundo também são medidas recomendáveis. Para prevenir essa situação, evite fazer movimentos bruscos, como levantar-se rapidamente.

 

6. Enjoo

- Causa

As náuseas decorrem da adaptação do organismo da gestante à desarticulação hormonal. O aumento da produção da chamada gonadotrofina, substância que garante o crescimento da placenta, a manutenção da gravidez e o desenvolvimento do útero, é um dos responsáveis por esse fenômeno. O hormônio age no sistema nervoso central e, devido a fatores neurológicos, a mulher acaba vomitando.

 

- Solução

Em geral, a partir do terceiro mês de gravidez, a produção de gonadotrofina cai, reduzindo e muito as indisposições. Para mulheres que sofrem demais com a situação, há os medicamentos antienjoo, que só devem ser ingeridos com a supervisão médica. Existem alguns truques que funcionam também. Um deles é comer alimentos secos em jejum, antes mesmo de se levantar da cama, como duas bolachas de água e sal. Essa medida simples neutraliza a acidez do estômago e reduz o enjoo matinal. Outro truque muito utilizado é consumir gelo picado. Você pode fazer isso usando um pano e um martelo para amassar as pedras. O gelo dilata a saída do estômago e ajuda a esvaziá-lo, aliviando a sensação de desconforto.

 

7. Varizes e hemorroidas

- Causa

Com o aumento do volume sanguíneo, os vasos periféricos tendem a se tornar mais visíveis. Paralelamente, a veia que transporta o sangue do abdômen e dos membros inferiores para o coração, chamada de cava inferior, pode sofrer compressão conforme o útero se expande. Esse quadro costuma levar à estagnação do sangue, favorecendo a formação de varizes, principalmente nas pernas e nas veias do ânus, as populares hemorroidas.

 

- Solução

Para prevenir varizes, o ideal é usar meias elásticas de média compressão, que atenuam a dilatação dos vasos sanguíneos das pernas. No caso do surgimento de hemorroidas, o mais indicado é um banho de assento, que reduz o inchaço e o desconforto: sente cinco minutos em água bem quente e depois mude para água bem gelada. E preste atenção na consistência de suas fezes porque a prisão de ventre acentua as hemorroidas.

 

8. Corrimentos

- Causa

Há o aumento natural de secreção vaginal durante a gestação. O principal motivo é hormonal, uma vez que a progesterona mexe com o metabolismo das mucosas do canal urinário. Além de irritar a pele, o corrimento também pode ter odor forte.

 

- Solução

Um banho de assento com 1 litro de água e 2 colheres de bicarbonato de sódio é capaz de neutralizar a acidez vaginal e reduzir a produção das secreções por três ou quatro dias. Mas é preciso repetir a operação sempre que houver necessidade. No entanto, é importante ficar atenta a esse tipo de problema. Caso o corrimento tenha coloração mais amarelada e cause desconforto, procure seu médico. Infecções vaginais podem levar a um parto prematuro.

 

9. Azia e refluxo

- Causa

Os efeitos hormonais que relaxam a musculatura do tubo digestivo não são responsáveis apenas pela prisão de ventre. Associados à mudança de angulação do canal digestivo em função do aumento do útero, eles também podem provocar o refluxo gastresofágico. Ou seja, o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago seguido de azia ou inflamação. É aquela sensação de acidez e ardor de que muitas grávidas se queixam.

 

- Solução

Evite frituras, alimentos gordurosos ou muitos doces, cafeína e pimenta, além de álcool e cigarro. Outra medida que ajuda a reduzir o incomodo é não ingerir líquidos durante as refeições. E mais: procure sempre fracionar a alimentação e nunca deitar após comer. Diante da queimação, é preciso ingerir soluções com ação antiácida, mas caberá a um médico de sua confiança definir qual é a melhor opção.

 

10. Manchas na pele

- Causa

É normal, nessa fase, a concentração de melanina, que é uma pigmentação escura, em áreas como auréolas dos seios, axilas, rosto, região genital e linha média do abdômen, aquela que delimita o umbigo. A melanina também aumenta a sensibilidade da pele ao sol.

 

-Solução

Não se expor aos raios solares sem necessidade e, quando fizer, usar protetor solar e chapéu. Após o parto, as manchas costumam diminuir de intensidade e desaparecem com o passar do tempo.

 

Fontes

Médico Sérgio Peixoto, ginecologista e obstetra, professor titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC, professor associado livre-docente do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente da Comissão de Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo);

Médica Eduardo Watanabe, ginecologista e obstetra, coordenador da equipe obstetrícia da Maternidade do Hospital Santa Catarina.


Rede MdeMulher
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