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Saúde

Conjuntivite: conheça essa doença, que tanto incomoda

Manuela Macagnan Atualizado em 23.01.2012
Conjuntivite: conheça essa doença, que tanto incomoda
Getty Images

Olhinhos vermelhos, muita coceira e secreção. Conversamos com especialistas para que você entenda o que causa e como tratar o problema

 

1. O que causa a conjuntivite?

“Noventa por cento dos casos de conjuntivite são causados por vírus, que se transforma em um processo inflamatório da conjuntiva – a membrana transparente que cobre o olho e libera uma secreção branca, aquosa. Um percentual bem menor é causado pela conjuntivite bacteriana, que desencadeia um processo infeccioso. Nesse caso, a secreção é amarelada, como pus”, explica Arnaldo Gesuele, oftalmologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. “A conjuntivite que atualmente acomete uma parte significativa dos paulistas é causada por vírus. É chamada de ceratoconjuntivite adenoviral e é, entre as conjuntivites, a mais contagiosa”, completa Léo Carvalho, oftalmologista da Clínica de Olhos, em São Paulo.

 

2. Quais são os sintomas?

“Os sintomas da conjuntivite são os mesmos para adultos e crianças: olhos vermelhos, ardor, sensação de areia nos olhos, pálpebras inchadas, dificuldade para enxergar onde há claridade e secreção aquosa”, exemplifica Gesuele.

 

3. Como tratar a conjuntivite?

“Lave bem os olhos com água da torneira. Às vezes, pela manhã, a secreção está cristalizada e é difícil removê-la. Nesse caso, use água morna para ajudar na limpeza. No decorrer do dia, faça compressas com água filtrada e gelada ou chá de camomila, pois isso baixa a temperatura do olho, dá uma sensação de bem-estar e o vírus perde a violência”, indica Gesuele. Também é indicado o uso de colírio lubrificante e antibiótico, mas só o pediatra ou um oftalmologista podem dizer o que é melhor para o seu filho. O oftalmologista Léo Carvalho finaliza: “Um tratamento feito com boa intenção, mas errado tecnicamente, pode fazer com que o quadro se agrave e, posteriormente à resolução do quadro, o paciente fique com sequelas visuais”.

 

4. Como transmite?

O oftalmologista Léo Carvalho explica que a transmissão se dá pelo contato do vírus com os olhos. Isso acontece quando a pessoa tem contato com alguém que está com o problema e logo depois esfrega as mãos nos olhos ou no rosto. “Por isso, o hábito simples de lavar as mãos é uma das coisas mais importantes nessas situações”, diz o especialista. Lugares fechados e cheios de gente, como o metrô, são propícios para a disseminação do vírus. “Nas escolas e nos berçários, acontece a mesma coisa: a criança com conjuntivite coça o olho e pega um brinquedo, que depois vai para a boca do outro e assim por diante”, acrescenta Arnaldo Gesuele.

 

5. Como evitar?

Lave a mão várias vezes ao dia – tanto as suas como as da criança. Se for possível, evite locais lotados e prefira os arejados. E não coloque a mão suja no olho nem para coçar.

 

6. Já sabemos o que causou o aumento de pessoas contaminadas?

“A grande concentração de pessoas em ambientes comuns – por causa do Carnaval –, associada à desinformação em relação à transmissão da conjuntivite, foi um fator significativo para o aparecimento dessa epidemia”, sentencia Léo Carvalho. “Surtos de conjuntivite são normais em determinadas épocas do ano, quando há muito calor, por exemplo. O que agrava é que o vírus sofreu mutações e está mais forte do que antigamente e o nosso organismo ainda não tem anticorpos para se proteger. Há alguns anos, a conjuntivite durava de dois a três dias e hoje incomoda de sete a 20 dias”, acrescenta Arnaldo Gesuele.

 

7. Existem muitos casos em crianças?

“Sim. Como as crianças de pouca idade não possuem maturidade para compreender os cuidados da transmissão e, com mais frequência que os adultos, coçam os olhos quando sentem desconforto, o quadro costuma ser mais intenso e duradouro”, conta Carvalho.

 

8. É necessário parar de levar a criança à escola?

“Não. Essa atitude é exagerada, pelo menos por enquanto. Se o seu filho estiver com conjuntivite, deixe-o em casa por dois ou três dias para que não contamine os colegas”, finaliza Arnaldo Gesuele.

 


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