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Dinheiro

Como preparar seu bolso para o quarto do bebê

Marcio Orsolini Atualizado em 25.07.2012
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Getty Images

Poupar desde a descoberta da gravidez é a melhor saída para contornar os gastos, além de pechinchar e reaproveitar os acessórios do irmão mais velho ou de filhos de amigos

Depois de nove meses no conforto da barriga da mamãe, o que os pais querem para seu filho é que ele tenha a mesma sensação no quarto reservado para ele. Pode parecer fácil montar o novo cantinho da casa, mas é preciso botar na ponta do lápis tudo o que será necessário para compor o ambiente sem gastos desnecessários, principalmente numa época em que é preciso poupar bastante. Para isso, vale criar uma planilha para organizar tudo o que será preciso - e seus valores - para não perder o foco.

 

Organização para não se perder

Inicialmente, o casal deve pesquisar os objetos básicos de um quarto de bebê como berço, poltrona de amamentação, armário e cômoda em, pelo menos, três estabelecimentos diferentes até encontrar o melhor preço. Essa brincadeira sai, em média, 4.000 reais. O valor vai depender, é claro, do modelo de cada objeto e o que mais os pais pretendem comprar para decorar o quarto. Principalmente os pais de primeira viagem querem dar o melhor para seus filhos - o que nem sempre significa o mais caro.

 

Em alguns casos, é necessária também uma pequena reforma, o que acrescenta cerca de 1.000 reais para a pintura e até 800 reais para a substituição de um carpete, caso haja, para um piso de madeira. “É preciso levar em conta a durabilidade cada móvel comprado para não gastar desnecessariamente”, diz Celina Ramalho, diretora da Semear Consultoria e Treinamento e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. "Uma poltrona de amamentação, por exemplo, pode ser incorporada à mobília da casa depois de perder sua função inicial."Para o consultor financeiro, Marcos Silvestre, da Silvestre Educacional, o planejamento ideal deve começar o quanto antes. “O recomendável é que, dois anos antes da gravidez, o casal faça uma poupança mensal equivalente a 20% da sua renda. Após esse período, o casal poderá contar com uma quantia suficiente para cuidar de uma criança no primeiro ano de vida”, diz. “Com o planejamento financeiro em plena execução, o casal ainda tem o poder de ter o dinheiro poupado nas mãos para negociar e comprar à vista e com desconto, evitando o parcelamento que sempre acarreta em pagamento de juros desnecessários.” O que puder ser comprado em grandes quantidades, ao estilo "atacado", pode representar uma economia bastante significativa para o bolso dos pais.

 

Compre aos poucos

Em alguns casos a chegada do bebê é uma surpresa para o casal. A saída é também poupar assim que a gravidez for descoberta. Quem consegue se organizar melhor e comprar aos poucos peças neutras e de uso mais geral no momento em que decide ter o filho, ou seja, antes mesmo da gravidez, melhor ainda. “As compras devem se concentrar no período até, no máximo, o sexto mês, quando ter de percorrer as lojas abarrotadas para montar o quartinho da criança e o enxoval do bebê pode ser desconfortável para a futura mãe”, diz Silvestre. Para os casais que tem condições de viajar para o exterior, Augusto Sabóia, planejador financeiro familiar da Sabóia Advisors, indica: “Comprar todo o enxoval fora do país pode resultar numa economia de até 80%”.

 

Reproveite o que puder

Para os casais que já tem filhos, uma valiosa dica é o reaproveitamento. “Muita coisa do irmão mais velho foi usada apenas uma vez, então vale guardar”, diz Sabóia. “Fale também com amigos para comprar carrinhos e outros objetos que utilizaram.” O reaproveitamento não vale apenas para o enxoval ou móveis do irmão mais velho. Uma saída divertida é buscar em brechós uma mobília nova para o bebê. Com uma passada de tinta, o casal fica com um móvel novo e, no mínimo, pela metade do preço de um novo.

 

Leia mais: Soluções criativas para adequar o espaço para um bebê e uma criança

 

Mais barato

Adriana Bellão, arquiteta e designer de interiores, aconselha procurar coleções passadas, que podem sair até pela metade do preço. No caso da mobília, geralmente é no início do ano que as lojas entram em liquidação. É válido comprar uma boa quantidade de móveis no mesmo lugar e pagar à vista para conseguir um bom desconto.

 

Cuidado com as lojas que tentam vender kits com berço, cômoda e colchas, por exemplo. “Em vez de sair mais barato pelo pacote, o preço é mais alto do que montar o próprio kit. E também fica muito mais bonito e divertido ter objetos mais variados para dar um toque de personalização”, recomenda Adriana.

 

Um objeto sempre presente é o papel de parede para decorar o quarto do bebê. Nesse caso, vale procurar em homes centers em vez de lugares especializados. A quantidade será menor, mas o preço valerá a pena e a qualidade é a mesma. Um rolo de 5m2 mais a colocação em uma loja tradicional sai por volta de 300 reais. No home center o preço cai pela metade.

 

Chá de bebê à seu favor

Celebrar a chegada de um novo membro da família já é tradição. Além disso, é uma ótima forma de economizar. É no chá de bebê que o casal ganha muitos presentes para o filho. “Conheço casais que conseguiram economizar oito meses de fraldas com apenas o que ganharam neste dia”, diz Silvestre. Nada desprezável, se colocarmos, na ponta do lápis, o custo médio de um pacote, por volta de 30 reais, com 30 unidades e um consumo aproximado em torno de 160 fraldas por mês, o que dá uma economia nesses oito meses de até 1.500 reais. É também nessa ocasião que o casal ganha a maior parte das roupas do bebê. A consultora Celina Ramalho dá a dica: “Preste atenção se vier muita roupa do mesmo tamanho. Neste caso vale trocar por uma para o bebê usar quando crescer”.  

 


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