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Família

Banir a gordura do prato diminui a chance de engravidar

Regina Célia Pereira Atualizado em 26.04.2012
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Getty Images

Esse radicalismo, entre outras consequências, desrregula os hormônios e diminui as chances de gravidez. Saiba o que dizem os pesquisadores no assunto

O recado para quem deseja ter filhos, mas vive de dieta — e sem orientação —, vem de pesquisadores da prestigiada Universidade Harvard, nos Estados Unidos. E tem como alvo principal o público feminino que adota cardápios tão restritivos que a gordura, seja ela qual for, passa longe. O estudo, recém-publicado no periódico científico Human Reproduction, da Sociedade Européia de Reprodução e Embriologia, avaliou os hábitos alimentares de 18 555 voluntárias durante oito anos. A constatação dos cientistas: cardápios muito desengordurados estão relacionados à infertilidade. No grupo que só consumia laticínios desnatados, achando que eles proporcionariam toda a gordura necessária para o seu corpo, foram freqüentes diversas manifestações de problemas ovulatórios.

 

“A gordura participa da produção de hormônios sexuais”, explica a nutricionista Isabela Cardoso Pimentel, do Hospital do Coração (HCOR), em São Paulo, que falou justamente sobre a importância do nutriente no Simpósio de Nutrição da Mulher, realizado mês passado no próprio HCOR. “Quando os níveis hormonais estão aquém do normal, a ovulação acaba prejudicada”, completa a ginecologista paulistana Valéria Topyla, que também participou do evento. E, se não há ovulação, óbvio, não há a menor probabilidade de engravidar.

 

Até o mal-afamado colesterol tem papel importantíssimo na fecundação. “Ele é fundamental para a fabricação do hormônio feminino estrógeno”, enfatiza o ginecologista e obstetra Rubens Paulo Gonçalves Filho, do Hospital e Maternidade São Luiz, que fica na capital paulista.

 

A família das gorduras, ou lipídios, como preferem os especialistas, responde ainda por uma série de funções no nosso organismo. Para começar, o nutriente entra na composição de membranas celulares. “E colabora para o aproveitamento das vitaminas A, D, E e K”, enumera a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, Abeso. Ou seja, as gorduras precisam ser vistas com outros olhos, sem tantos preconceitos, já que sem elas o organismo da candidata à mamãe não funcionará a contento para acolher a nova vida.


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