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Família

Aborto espontâneo

Rachel Campello Atualizado em 09.12.2011
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Getty Images

Essa é uma experiência absolutamente normal na vida reprodutiva da mulher. Cerca de 15% das primeiras gestações não se desenvolvem até o final

O aborto espontâneo é uma experiência absolutamente normal na vida reprodutiva da mulher. Cerca de 15% das primeiras gestações não se desenvolvem até o final. Embora o número seja alto, o episódio não deixa de ser doloroso para a mulher quando ocorre. Mas a explicação certamente vai tranquilizar o casal. Abortar espontaneamente significa uma boa leitura do organismo que, ao se deparar com embriões mal formados geneticamente, interrompe o processo de manutenção da gravidez, esclarece o ginecologista Alberto dAuria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo. Segundo ele, o abortamento deve ser visto com bons olhos e não com tristeza.

 

O especialista também ressalta que muitas mulheres nem ficam sabendo que estavam grávidas. Às vezes, a menstruação atrasa por três dias e a questão fica por isso mesmo. Já outras têm sangramento e cólicas. Esses sintomas, no entanto, não devem ser motivo de desespero. Algumas mulheres perdem sangue e sentem dor no primeiro trimestre, sem que isso comprometa a evolução da gestação.

 

Quando o episódio se repete mais de duas vezes, é preciso pesquisar se existem outros fatores causando o problema. Diabete, disfunções da tireóide e do útero e infecções eventualmente causam a perda do feto. Doenças auto-imunes, em que o corpo da mulher vê a gestação como uma proteína estranha, ou a falta de progesterona também podem provocar abortos. Como essas situações não são previsíveis, é preciso observar o quadro para depois investigar as causas, alerta dAuria.

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